Brasil

Ataque no Brasil. Mãe do atirador de 17 anos diz que o filho deixou escola por sofrer bullying

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O atirador mais novo era gozado por ter acne. A mãe fala de um rapaz triste e não se conforma: "Ele tinha internet, TV a cabo, tinha tudo, e o bobão faz isso?".

O atirador mais novo antes do ataque

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Gozado na escola, depressivo, viciado em videojogos e com problemas familiares: o mais jovens dos dois atiradores matou dez pessoas na sua antiga escola, em Suzano, mas a mãe, Tatiana, não se conforma com os atos do filho, como avança o Estadão.

À Folha de São Paulo, Tatiana explicou que o atirador tinha deixado a escola por sofrer bullying: o seu problema de acne era gozado pelos colegas. Afastado do pai, Rogério, com uma mãe toxicodependente e desligada, segundo a Folha, o atacante foi criado pelos avós.

“O pai e a mãe não estavam muito aí para ele”, admitiu o avô materno, Benedito, ao mesmo jornal. Tatiana respondeu na mesma moeda: “Agora a culpa é minha? A culpa é sua [de Benedito], que criou ele”. Os avós chegaram a pagar um tratamento ao acne do jovem.

A família nunca terá desconfiado de um possível comportamento violento, mas confessa que o atirador vivia em “tristeza profunda” há vários meses. “Acho que ele ficou deprimido“, admite uma tia não identificada. O atirador passava os dias fechado no quarto, a dormir num beliche ou a jogar videojogos.

Ambos os atiradores iam regularmente jogar a cafés de videojogos e a torneios. Preferiam jogos de tiro e eram conhecidos por reagir violentamente a derrotas e ter atitudes muito agressivas para os restantes presentes enquanto competiam. “Ele ficava paranoico e gritava para o ecrã ‘Vou te matar, vou-te matar'”, explica a mãe do mais novo.

Uma das trabalhadoras da LAN House (espaço de jogos online) sublinha também à Folha, que o uso de videojogos pelos atiradores não pode ser associado a comportamentos violentos: “Passam por aqui cerca de 100 pessoas por dia e quase todas para jogos de tiros. Se isso determinasse alguma coisa todos eles seriam assassinos“.

Um vizinho descreve o par de atiradores como normal e pacífico: “Nunca percebi nenhum traço que indicasse que esse tipo de comportamento poderia ocorrer. Estamos todos em choque. Não usavam drogas. Diziam bom dia, boa tarde, boa noite”.

Uma das vítimas do massacre foi um tio do atirador mais novo. Tatiana sublinha que a tragédia lhe destruiu a família: “Perdi o meu filho e o meu irmão. A minha vida acabou. Ele tinha internet, TV a cabo, tinha tudo, e o bobão [palhaço] faz isso?“.

[“Entrei em pânico”. Como aconteceu o tiroteio no Brasil]

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