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Arbitragem

Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem, pediu para ser recebido pela Polícia Judiciária

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Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, reuniu esta quarta-feira com a PJ. Em causa estará o facto de César Boaventura ter revelado qual seria o árbitro do jogo do FC Porto.

O presidente do Conselho de Arbitragem esteve nas instalações da PJ

José Moreira

José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) foi recebido hoje pela Polícia Judiciária. O pedido de reunião foi feito pelo próprio Fontelas Gomes. O organismo que tutela a arbitragem nacional confirmou o encontro, mas recusou comentar o motivo do mesmo. O Observador sabe contudo que em causa estará o facto de César Boaventura, empresário ligado ao Benfica, ter anunciado na passada sexta-feira, através de um post no Facebook, que seria João Capela o árbitro do jogo entre o FC Porto e o Marítimo, que aconteceu no sábado. A nomeação do árbitro da Associação de Futebol de Lisboa acabou por ser confirmada pela Liga na manhã de sábado.

SÓ UM AVISOJOÃO CAPELA ARBITRA O JOGO DO PORTO AMANHÃ. Depois do roubo na luz vem mais um escândalo.POR ISSO ANDAM A MARRAR NO MEU MANTO MAS LEVAM É TOURADA!

Posted by César Boaventura on Friday, March 15, 2019

“Só um aviso. João Capela arbitra o jogo do Porto amanhã. Depois do roubo na Luz vem mais um escândalo. Por isso andam a marrar no meu manto mas levam é tourada!”, escreveu César Boaventura na publicação acompanhada pela fotografia do árbitro lisboeta.

A reunião de Fontelas Gomes com a Polícia Judiciária surge depois de o jornal Expresso revelar um alegado esquema de corrupção desportiva com apostas desportivas, envolvendo o aliciamento de jogadores do Rio Ave, antes de um jogo com o Benfica.

Segundo o jornal deste sábado, César Boaventura terá oferecido 250 mil euros a Cássio, ex-guarda-redes do Rio Ave, dizendo-se “mandatado por Luís Filipe Vieira”. O guarda-redes terá informado os responsáveis do clube, que não avançaram com o processo. Cássio jogou, o Benfica ganhou (1-0), mas o jogador estará disposto a dizer à PJ que pode testemunhar em tribunal contra o empresário por quem diz ter sido aliciado.

Antes o Expresso já tinha revelado uma situação idêntica denunciada por Lionn, defesa que se encontra hoje no Desp. Chaves depois de seis anos ao serviço do Rio Ave. O brasileiro disse em tribunal, no âmbito de um processo colocado pelo guarda-redes Cássio ao empresário ligado ao Benfica, que o agente também tentou comprá-lo, bem como a mais dois companheiros de equipa, antes do encontro entre os vila-condenses e o clube da Luz.

“César Boaventura tentou comprar-me antes do jogo contra o Benfica. A mim, ao Cássio e ao Marcelo também”, terá dito o brasileiro no Tribunal de Esposende, de acordo com o Expresso. “Vai ter de provar em tribunal o que disse”, respondeu César Boaventura ao mesmo jornal, falando ainda num esquema “montado por alguns jogadores com algumas pessoas do FC Porto e com Bruno de Carvalho [ex-presidente do Sporting]. “Esses jogadores acabaram por ser contratados por clubes com ligações a FC Porto e Sporting”, concluiu Boaventura.

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