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Holanda

Amesterdão proíbe visitas guiadas ao Red Light District a partir de janeiro

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A Câmara Municipal da cidade holandesa considera que as visitas são desrespeitosas para com as mulheres que trabalham naquela rua. Medida serve também para evitar sobrelotação da cidade.

A Câmara Municipal anunciou ainda que vão ser proibidas as visitas aos bares da zona apenas com o objetivo do consumo de álcool

AFP/Getty Images

A partir de 1 janeiro do próximo ano, as visitas guiadas ao Red Light District, zona no centro da cidade de Amesterdão onde está concentrado o negócio da prostituição, vão acabar. A decisão foi tomada pela Câmara Municipal da cidade holandesa, que já em abril de 2018 tinha decidido que os turistas devem manter-se de costas voltadas para as montras (são mais de 290 no Red Light District) enquanto ouvem os respetivos guias.

Segundo o vereador Udo Kock, citado pelo The New York Times, “estas visitas são desrespeitosas para com as mulheres que ali estão”, estando na hora “de deixar de olhar para elas como uma atração turística”. O objetivo da medida passa também por controlar o elevado número de visitantes que por ali passam todos os dias. Na decisão anterior da autarquia, além de estarem de costas, os turistas foram proibidos de beber durante o caminho e de tirar fotografias ao local ou olhar para as montras durante muito tempo.

A Câmara Municipal anunciou ainda que vão ser proibidas as visitas aos bares da zona apenas com o objetivo do consumo de álcool e que as visitas a outras ruas da capital holandesa vão ser limitadas a 15 pessoas, tendo o guia que ter uma autorização específica para o fazer. As visitas gratuitas também vão acabar.

A popularidade de Amesterdão como destino relativamente barato e flexível fez com que o número anual de visitantes disparasse para os 19 milhões. Os habitantes e autoridades queixam-se das ruas sobrelotadas e do comportamento barulhento de alguns grupos de turistas. No Red Light District, chegam a ser feitas mais de 1.000 visitas semanais. “Além disso, as profissionais do sexo enfrentam problemas graves com participantes de visitas guiadas, como comportamentos rudes e fotografias indesejadas”, referiram as autoridades.

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