CDS-PP

Cristas deu o tiro de partida para “São Bento”: “Não vamos estar aqui a marcar passo”

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Assunção Cristas não estabelece metas para as legislativas, mas continua com ambição máxima. "Quero crescer", diz ao Observador. Para já, contudo, o mínimo são os atuais 18 deputados.

PAULO NOVAIS/LUSA

3, 2 ,1. O CDS já começou a corrida para as legislativas, e as europeias ainda vão no adro. O objetivo é esse mesmo: pôr as duas eleições, que são separadas por apenas quatro meses, a correr em paralelo. Assunção Cristas apresentou esta sexta-feira à noite os nomes dos candidatos a deputados indicados pela direção e fala em 70% de renovação da lista. “Em 20 cabeças de lista, 14 são novos”, diz ao Observador, explicando que a ideia de apresentar já as listas do CDS às legislativas é para mostrar como o CDS está “um passo à frente”. “Não vamos estar aqui a marcar passo”, garante. A corrida começou.

O Conselho Nacional do partido reuniu-se esta sexta-feira à noite para aprovar os nomes indicados na quota nacional de Assunção Cristas. Ou seja, a partir de agora já são conhecidos todos os cabeças de lista do CDS (à exceção dos círculos da Madeira e dos Açores), assim como os cinco nomes que se seguem em Lisboa e os três do Porto, que, no fundo, são os habituais lugares elegíveis dos centristas. Os restantes nomes serão indicados brevemente pelas respetivas distritais.

Ao Observador, a líder do CDS recusa-se a “estabelecer metas” para as legislativas, dizendo que não tem “um número mágico”, mas acredita que o CDS pode ir para lá dos atuais 18 deputados. Para já, contudo, joga com o que tem e acredita que os seis nomes indicados para Lisboa e os quatro nomes indicados para o Porto são “seguramente elegíveis”. Entre as novidades, como contou o Observador, estão o líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, o secretário-geral do CDS, Pedro Morais Soares, os ex-jornalistas Raquel Abecasis e Sebastião Bugalho, o chefe de gabinete de Cristas, Rui Lopes da Silva, ou Gonçalo Nuno Santos, histórico militante do PSD Madeira que esta semana se desvinculou do PSD para encabeçar a lista do CDS pelo círculo Fora da Europa.

Feitas as contas, entre os escolhidos de Cristas, nove são já deputados e 11 são estreias. “Estamos a falar de uma taxa de inovação de 70%”, diz Cristas ao Observador, não contando com aqueles que, como ela, transitam de um círculo eleitoral para outro. Segundo a líder do CDS, a direção fez a sua parte no que ao compromisso de conjugar renovação com experiência e continuidade diz respeito, havendo ainda uma “perspetiva de crescimento grande” entre o resto dos nomes que serão indicados pelas distritais. “Quero crescer”, afirma, evitando estabelecer metas, mas mantendo a mesma “ambição” com que subiu ao palco do congresso em março do ano passado: ser a alternativa ao PS.

Parte da “missão São Bento” passa, por isso, por ir para a estrada o quanto antes. Foi o que Cristas fez na campanha autárquica em Lisboa, e deu frutos (foi a segunda força mais votada). “O objetivo é que quando formos para a rua, na volta nacional, fazer campanha para as Europeias, os cabeças de lista para as legislativas já possam estar no terreno”, explica, dando a entender que os dois momentos eleitorais de 2019 estão a ser encarados no CDS como um pack dois em um.

Numa espécie de “corrida de estafetas”, como apelidou, Cristas passa agora a bola para Adolfo Mesquita Nunes. Depois deste primeiro momento de apresentação dos cabeças de lista no Conselho Nacional, cabe ao coordenador do programa eleitoral reunir as propostas do gabinete de estudos do CDS e do ciclo de conferências Ouvir Portugal e apresentar aquilo que será o programa do CDS para as legislativas. Quando? Não se sabe ainda. Mas uma coisa é certa: “Estamos sempre um passo à frente e não vamos estar aqui a marcar passo”, garante a líder centrista.

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