Igualdade de Género

Enfermeira não pode ganhar prémio Guinness porque correu maratona de calças, não de saia

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Jessica Anderson queria ganhar o Guinness de mulher mais veloz do mundo a correr uma maratona com o uniforme de enfermeira. Conseguiu. Mas não recebeu o prémio porque usou calças em vez de saia.

Jessica Anderson

Uma enfermeira britânica tornou-se a mais rápida do mundo a terminar uma maratona com o uniforme que usa no trabalho, mas não recebeu o prémio Guinness por não ter usado a farda branca com saia tradicionalmente associada à profissão.

A denúncia foi feita pela própria atleta nas redes sociais. Segundo Jessica Anderson, depois de ter concluído uma maratona em três horas, oito minutos e 22 segundos — menos 32 segundos que o anterior recorde, obtido em 2015 — a enfermeira foi informada que não receberia o prémio mundial Guinness porque não tinha usado “um vestido branco ou azul, um avental e chapéu branco”. Em vez disso, usou calças e camisola azuis, tal como usa todos os dias no Royal London Hospital.

Em entrevista ao Runner’s World, uma página dedicada à corrida, Jessica Anderson explicou que não queria usar o uniforme exigido pela Guinness: “Escolhi usar o meu uniforme verdadeiro porque o título do prémio é ‘a maratona mais rápida no uniforme de uma enfermeira'”. “Tenho certeza de que o Guinness World Records não pretende ofender, mas seria bom se decidissem rever os seus critérios em vez de reforçar os velhos estereótipos de género. Entendo que é uma coisa divertida, mas a definição deles é tão desatualizada”, acrescenta.

Em resposta às críticas, a Guinness emitiu um comunicado a admitir que vai rever os critérios do prémio. “É bastante claro que este título de recorde e os critérios associados a ele está há muito tempo sob revisão, que será conduzida como prioritária nos próximos dias”, pode ler-se do documento.

Entretanto, Jessica Anderson tem vindo a aproveitar a atenção que o caso dela atraiu para ações solitárias. A enfermeira já amealhou mais de 3.500 euros para a Barts Charity, uma organização não-governamental que apoia a unidade de cuidados intensivos do hospital onde Jessica trabalha. O valor veio como “uma grande surpresa”, já que o objetivo inicial eram os 585 euros.

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