Sociedade / GNR Seguir Quatro militares da GNR detidos por sequestro e agressões a imigrantes Os quatro militares estão indiciados pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada, sequestro agravado e violação de domicílio por funcionário por um caso que ocorreu em outubro de 2018. Ana Catarina Peixoto Texto 08 Mai 2019, 15:19 i ▲Os quatro militares da GNR serão agora presentes a primeiro interrogatório judicial, onde serão aplicadas as respetivas medidas de coação. AFP/Getty Images ▲Os quatro militares da GNR serão agora presentes a primeiro interrogatório judicial, onde serão aplicadas as respetivas medidas de coação. AFP/Getty Images A Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal, juntamente com o Comando Territorial de Beja da Guarda Nacional Republicana (GNR), deteve quatro militares da GNR dos postos de Odemira e Milfontes, no baixo Alentejo, indiciados pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada, sequestro agravado e violação de domicílio por funcionário. O caso, anuncia a PJ em comunicado, remete para o início de outubro do ano passado, no concelho de Odemira. Segundo a TVI24, que avançou a informação, os suspeitos terão agredido violentamente dois imigrantes nepaleses que estavam a trabalhar na agricultura em Vila Nova de Milfontes, depois de um desentendimento entre uma das vítimas e o patrão. O mesmo meio indica ainda que um dos militares, que era próximo do patrão dos dois homens, estava presente num dos desentendimentos, tendo até saído em defesa do empresário.De seguida, acrescenta a TVI24, o guarda chamou pelo menos mais três militares da GNR ao local onde os imigrantes dormiam e os quatro são suspeitos de terem invadido uma casa particular onde terão sequestrado e agredido violentamente os dois imigrantes: o que discutiu com o patrão e outro que tentou socorrê-lo.Segundo o comunicado da PJ, os detidos serão agora presentes a primeiro interrogatório judicial, onde serão aplicadas as respetivas medidas de coação.