A Polícia Judiciária (PJ) da região chinesa de Macau disse que se reuniu com a congénere portuguesa para falar sobre cooperação no combate ao terrorismo, tráfico de droga, lavagem de dinheiro e cibercrime.

De acordo com um comunicado, o diretor da polícia de investigação de Macau, Chong Meng, reuniu-se na sexta-feira com a liderança da PJ portuguesa, incluindo o diretor nacional, Carlos Cabreiro.

No encontro, as duas forças “realizaram discussões aprofundadas sobre vários tipos de crimes de alto risco”, lê-se na nota divulgada no sábado, na rede social chinesa WeChat.

O foco recaiu na “exploração de vias de cooperação nas áreas do contraterrorismo, combate ao tráfico de estupefacientes, branqueamento de capitais e crime informático“, disse a PJ de Macau.

Além disso, as duas polícias falaram sobre reforçar a troca de informações, a formação conjunta de pessoal e “as ações de sensibilização e prevenção do crime junto das instituições de ensino em língua portuguesa de Macau”.

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O português é uma das duas línguas oficiais da região semiautónoma — juntamente com o chinês — que conta com pelo menos duas escolas públicas com o português como uma das línguas veiculares.

Além disso, a cidade conta com a Escola Portuguesa de Macau (EPM), constituída em 1998 e atualmente com 828 alunos, sendo gerida por uma fundação, resultado da colaboração entre o Estado português, a Fundação Oriente e a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses.

Num outro comunicado, divulgado esta segunda-feira pelo Gabinete de Comunicação Social, a PJ de Macau disse que a delegação liderada por Chong Meng esteve na capital portuguesa para participar num encontro da Interpol.

Segundo a PJ, mais de 200 dirigentes policiais e especialistas de 60 países e territórios estiveram em Lisboa para a reunião anual da rede da Interpol dedicada ao combate à corrupção no desporto (IMFTF, na sigla em inglês).

A nota refere que o encontro, entre 27 e 29 de outubro, serviu para reforçar a cooperação em áreas como a manipulação de eventos desportivos, investigações antidoping e aplicação de leis sobre a inteligência artificial.

A IMFTF levou a cabo várias operações transnacionais, em conjunto “com a Europol e inúmeros países”, para combater grupos criminosos dedicados ao doping no desporto, disse a PJ de Macau.