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Ordem dos Enfermeiros

Bastonária dos Enfermeiros apresenta “o cão preto sem trela que come inspectores da IGAS ao pequeno almoço”

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A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde afirmou que a representante dos enfermeiros apresentou-se com um "cão preto sem trela". Agora, via Instagram, Ana Rita Cavaco mostra o animal... a brincar.

D.R.

“POP e a Sua Bola Assassina. O terror da Gago Coutinho. O cão preto sem trela que come inspetores da IGAS e criancinhas ao pequeno almoço” — é esta a legenda de uma foto que Ana Rita Cavaco partilhou na sua conta pessoal de Instagram onde se vê um cão preto a brincar com duas crianças em cima de um sofá. A publicação é uma resposta à polémica com a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, que acusou a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros de se ter apresentado com “um cão preto sem trela”, dando a entender que a pretendia intimidar os inspetores que acusou de estarem a “os gritos” a ouvir uma funcionária na sequência da sindicância à Ordem.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) garantiu que os seus inspetores não entraram nas instalações da Ordem dos Enfermeiros (OE) “sem mandato”, ao contrário do que disse a bastonária, que admitiu mesmo apresentar uma queixa. Segundo a versão do IGAS para o que se passou esta segunda-feira nas instalações da Ordem dos Enfermeiros, onde uma equipa acompanhada pela PSP prosseguiu diligências de instrução no âmbito da sindicância ordenada pela ministra da Saúde, a trabalhadora também não foi retida “ilegalmente”.

“A fim de repor a verdade”, a IGAS esclareceu num comunicado enviado à Lusa que, “cerca das 12h20, os inspetores sindicantes estavam a tomar declarações a uma trabalhadora da Ordem dos Enfermeiros, no seu próprio gabinete de trabalho”, diligência que estava a ser “desenvolvida dentro da normalidade e com uma postura colaborante e tranquila por parte da trabalhadora”, quando a bastonária da OE, Ana Rita Cavaco, entrou na sala “aos gritos”.

Ainda segundo a IGAS, “a bastonária da OE, acompanhada por um cão preto sem trela, entrou nas instalações aos gritos ordenando à trabalhadora em causa que saísse da sala, impedindo-a de continuar a diligência”. “Do mesmo passo, pontapeou a porta da sala e proferiu imputações e expressões injuriosas contra os inspetores ali presentes e puxou a trabalhadora para o exterior do gabinete, impedindo a prossecução da ação, o que ditou a elaboração do competente auto de notícia”, diz o comunicado.

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