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Papa Francisco

Alerta do Papa: medo do diferente que pode levar ao nascimento de seitas

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Durante as festividades do Pentecostes, Francisco alertou para o problema de as pessoas se unirem apenas a quem é semelhante a elas, por proteção. "Do 'ninho' à seita, o passo é curto", disse o Papa.

CLAUDIO PERI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Papa Francisco alertou este domingo sobre o medo do diferente, que leva os homens a unirem-se apenas com outros semelhantes, o que pode levar ao nascimento de seitas. As declarações foram feitas na praça de São Pedro, no Vaticano, durante as festividades do Pentecostes.

“Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se divisões reais. Há quem tem demais e há quem não tem nada, aqueles que procuram viver cem anos e aqueles que não podem nascer. Na era da tecnologia, estamos distanciados: mais ‘social’, mas menos sociáveis”, lamentou o papa.

Há sempre a tentação de construir ‘ninhos’ para se reunir em torno do próprio grupo, para as suas próprias preferências, o igual com o igual, alérgico a qualquer contaminação. Do ‘ninho’ à seita, o passo é curto”, acrescentou.

O papa presidiu esta celebração em que os católicos comemoram a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e na sua homilia defendeu a necessidade dos homens encontrarem paz e harmonia, para que se sintam calmos “mesmo quando à superfície as ondas estejam agitadas”.

Francisco criticou “a corrida imposta pelo nosso tempo”, que marginaliza a harmonia e leva as pessoas a correrem”, movidas por um nervosismo contínuo” que as faz “reagir mal a tudo”.

A solução rápida é procurada, uma pílula após a outra para continuar, uma emoção atrás da outra para se sentirem vivos”, disse.

Em vez de continuar com essa dinâmica, o papa encorajou a “colocar a ordem no frenesim” e a sentir paz; e em vez de inquietação, confiança; e em vez de desânimo, alegria e não tristeza.

Finalmente, repudiou que nas sociedades atuais está “na moda adjetivar” e insultar, ações que acabam por prejudicar “tanto aqueles que são insultados quanto aqueles que insultam”.

“Retornando o mal com o mal, passando das vítimas para os executores, não vivemos bem, mas aqueles que vivem de acordo com o Espírito trazem paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito”, afirmou.

Os homens espirituais retornam o bem para o mal, respondem à arrogância com mansidão, à malícia com bondade, ao ruído com o silêncio, à murmuração com a oração, ao derrotismo com um sorriso”, concluiu.

A solenidade do Pentecostes é uma das datas mais importantes do calendário cristão e é celebrada no quinquagésimo dia após o domingo de Páscoa.

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