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Estratégia do Plano Nacional das Artes é apresentada esta terça-feira

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O Plano Nacional das Artes "tem como missão tornar a arte mais acessível aos cidadãos, sobretudo, às crianças e jovens, através da escola".

Plano Nacional das Artes permite articular a oferta cultural para a comunidade educativa, através do envolvimento das escolas nas atividades culturais

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A estratégia do Plano Nacional das Artes para 2019-2024, que tem como objetivo tornar a arte mais acessível aos cidadãos, sobretudo, às crianças e jovens, vai ser apresentada pelo Governo, esta terça-feira às 11h, em Lisboa.

De acordo com um comunicado oficial, a apresentação, que decorrerá nos Estúdios Victor Córdon, em Lisboa, contará com a presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca, do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, da secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, e do secretário de Estado da Educação, João Costa.

Desenvolvido pelas duas áreas governativas, o Plano Nacional das Artes “tem como missão tornar a arte mais acessível aos cidadãos, sobretudo, às crianças e jovens, através da escola, promovendo a participação, fruição e criação cultural, numa lógica de inclusão e aprendizagem ao longo da vida”, segundo o comunicado.

Está previsto que o Plano Nacional das Artes passe a articular a oferta cultural para a comunidade educativa, reforçando o envolvimento das escolas nas atividades culturais, em parceria com entidades públicas e privadas.

O objetivo é responder à necessidade de conjugar iniciativas já existentes como a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Cinema, o Programa de Educação Estética e Artística, o Plano Nacional de Leitura (PNL2027), e a Rede Portuguesa de Museus, entre outros programas.

Numa declaração enviada à agência Lusa, a ministra da Cultura, Graça Fonseca destacou: “Com o Plano Nacional das Artes, as escolas vão ter um projeto cultural desenhado à sua medida e as artes terão um papel preponderante nos recursos pedagógicos disponíveis para a comunidade educativa. A estratégia que será apresentada, servirá de base para um vasto plano de ação para aproximar os cidadãos da cultura, sobretudo, crianças e jovens”.

Por seu turno, noutra declaração enviada à Lusa, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, destacou que o plano “tem como missão garantir que a arte existe porque existe escola e a escola existe porque existe arte”.

“O perfil dos alunos determina que a sensibilidade estética e artística é uma competência essencial a desenvolver. O Plano Nacional das Artes será mais um recurso para que tal aconteça”, acrescentou.

A estratégia do Plano Nacional das Artes será apresentada por Paulo Pires do Vale, comissário da estrutura de missão criada pelas áreas governativas da Cultura e da Educação, para elaborar e coordenar o plano.

Em março deste ano, em declarações à agência Lusa, Paulo Pires do Vale tinha sublinhado o papel “fundamental” das artes na existência humana, como via “determinante” para a promoção da inclusão, igualdade, encontro de culturas e respeito pelo património.

Contactado pela agência Lusa a propósito do início do projeto e das funções de comissário, que iniciou oficialmente há três meses, o curador, ensaísta e professor salientou a importância deste projeto do Governo “na promoção do acesso à cultura” em várias frentes, desde as escolas, famílias, à comunidade artística e às instituições públicas e privadas.

“Há uma consciência que leva o Governo a querer promover este plano, de que as artes, no sentido plural, são um fator importantíssimo de desenvolvimento pessoal e comunitário, podem ter um impacto social e, por isso, devemos promover uma cultura mais participada e acessível a todos os cidadãos”, disse à Lusa, sobre a importância da criação deste plano, que terá um horizonte de dez anos (2019-2029).

A acompanhar Paulo Pires do Vale neste projeto estão ainda dois subcomissários – a coordenadora do Museu do Dinheiro, Sara Barriga Brighenti, e o advogado e professor de música Nuno Humberto Pólvora Santos -, para liderar uma equipa que criará o plano.

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