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Telescópio espacial obtém imagem detalhada de estrela que está a explodir há cerca de 200 anos

Situada a 7.500 anos-luz da Terra, na constelação Carina, a Eta Carinae explodiu em 1838 num fenómeno conhecido por Grande Erupção, que a tornou, em 1844, na segunda estrela mais brilhante no céu.

Estrela Eta Carinae

NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson) and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York)

Autor
  • Agência Lusa

O telescópio espacial Hubble obteve a imagem mais detalhada até hoje da estrela binária Eta Carinae, que expele “fogo-de-artifício” há cerca de 200 anos e serviu de orientação aos marinheiros.

A imagem foi divulgada esta segunda-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA), que opera o telescópio em colaboração com a congénere norte-americana NASA.

Situada a 7.500 anos-luz da Terra, na constelação Carina, a Eta Carinae explodiu em 1838 num fenómeno violento conhecido por Grande Erupção, que a tornou, em 1844, na segunda estrela mais brilhante no céu, a ponto de servir como ponto de orientação à navegação nos mares a sul do Equador.

Apesar da sua luminosidade ter diminuído desde então, a estrela binária – duas estrelas que orbitam um centro comum, como se de uma só estrela se tratassem – continua a ejetar material e gases com tonalidades vermelhas, azuis e brancas, cobrindo o céu com uma espécie de fogo-de-artifício, a explodir em câmara lenta há cerca de 200 anos, refere a ESA em comunicado.

A assinatura da Grande Erupção ainda hoje é visível nas proximidades da Eta Carinae, cuja forma, a de um haltere, foi dada por gás, poeira e outros filamentos que foram expelidos para o espaço nesse evento.

O que aconteceu em 1838 foi quase a morte da estrela. As razões pelas quais tal sucedeu continuam a ser uma incógnita para os astrónomos, que, no entanto, antecipam que a Eta Carinae acabará como uma supernova (explosão de uma estrela moribunda).

Segundo o comunicado da ESA, o destino final da estrela binária como supernova pode, na realidade, já ter sucedido, uma vez que a luz por ela emitida demora 7.500 anos a chegar à Terra.

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