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Serra da Estrela

Guardiões da Serra da Estrela exigem medidas para reduzir resíduos deixados pela Volta a Portugal

A associação diz que o lixo tem de ser recolhido imediatamente após a passagem da caravana. Guardiões lembram que os resíduos podem dispersar-se e contaminar água e solo, bem como a paisagem.

NUNO VEIGA/LUSA

Os Guardiões da Serra da Estrela exigem à organização da Volta a Portugal em Bicicleta que sejam tomadas medidas para solucionar a questão dos resíduos resultantes da passagem da prova naquela área protegida.

A Associação Guardiões da Serra da Estrela defende e exige que para esta prova, assim como para qualquer outro evento desportivo, ou de outra natureza, com impacto direto no Parque Natural da Serra da Estrela, a questão dos resíduos produzidos pelos organizadores, promotores, parceiros e espetadores seja resolvida de um modo eficiente e imediato, de forma que o impacto destes eventos no ambiente e nas atividades económicas futuras (nomeadamente o turismo) se traduza única e exclusivamente em aspetos positivos para as populações locais”, lê-se na carta aberta esta sexta-feira divulgada por esta associação que tem sede na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

Ressalvando que a bicicleta é um transporte amigo do ambiente e que a prova é recebida com grande satisfação pelas populações locais, os Guardiões da Serra da Estrela também manifestam preocupação pelo lixo e resíduos que ficam no território com a passagem da prova e para os quais é “absolutamente necessário dar um destino conveniente”, principalmente quando estão em causa zonas do Parque Natural da Serra da Estrela.

Perante o problema, esta associação reivindica medidas e sugere que sejam tomadas ações já na edição deste ano, a começar pela recolha dos resíduos produzidos “imediatamente após a passagem da caravana da Volta, de modo a evitar que o vento, a gravidade e os animais contribuam para a sua dispersão”.

“O cuidado na recolha dos resíduos após um evento que aglutina milhares de pessoas numa zona ambientalmente sensível deverá ser semelhante ao verificado em zonas urbanas após eventos de grandes dimensões (feiras, festejos municipais, festas académicas, por exemplo). Muitos dos resíduos abandonados em altitude irão inevitavelmente dispersar-se e depositar-se nos núcleos urbanos nas bases montanhosas, contaminando a água e o solo no seu percurso, além dos significativos impactos na paisagem e nos ecossistemas”, fundamentam.

Os Guardiões da Serra da Estrela defendem ainda que a montagem e desmontagem das estruturas de apoio logístico devem seguir as regras de proteção ambiental e frisam ainda que a distribuição de brindes e outros artigos publicitários não deve contribuir para a produção e acumulação de mais resíduos desnecessários, “devendo ser dada preferência a bens úteis e de uso quotidiano em detrimento de meros utensílios descartáveis ou sem utilização prática”.

A colocação de contentores e locais apropriados para a deposição de lixo nas zonas de concentração de mais espetadores, a colocação de casas de banho portáteis e a promoção de ações que sensibilizem os visitantes para o facto de estarem numa área protegida e para a necessidade de adotarem comportamentos adequados, são outras das medidas sugeridas.

A organização da prova deverá criar na zona do Parque Natural da Serra da Estrela, assim como nos núcleos urbanos adjacentes, zonas de descarte de resíduos para os ciclistas, tal como previsto no Regulamento Geral e Técnico de Corridas (provas de estrada), da Federação Portuguesa de Ciclismo”, acrescenta o documento.

Os Guardiões da Serra da Estrela mostram-se ainda convictos de que a adoção destas recomendações “se traduzirá numa mais-valia para todos os intervenientes deste evento, pois todos estarão a contribuir para uma maior sustentabilidade dos ecossistemas locais e, consequentemente, para um verdadeiro benefício para as populações, visitantes, adeptos e espetadores”.

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