Depois de aterrar esta manhã no aeroporto de Beja o Benfica teve de esperar 45 minutos para poder sair do avião. O jornal Record e o Notícias ao Minuto noticiaram que a demora deveu-se ao facto de não estar presente, no momento da aterragem, nenhum membro da alfândega ou do Serviço de Estrangeiros e Fronteiros (SEF) para poder proceder ao desembarque da equipa treinada por Bruno Lage. O SEF já veio negar considerando que “os factos descritos”, relativos a um alegado atraso de funcionários seus, “são falsos”.

O voo dos encarnados aterrou em solo português às 7h13 e era proveniente dos Estados Unidos, onde as águias participaram na International Champions Cup, um torneio de pré-temporada. De acordo com fonte do Benfica ouvida pelo Observador, “não havia ninguém do serviço do SEF e da alfândega. Só a partir das 8h é que apareceu uma pessoa, primeiro, e uma segunda pessoa, depois, que foram então controlar os passaportes”.

Fonte do Benfica considera a situação “inconcebível”, já que “a equipa chegou de uma viagem longa, com tudo minuciosamente preparado. Chega-se ao aeroporto e depois não está ninguém”. Outra fonte ligada ao clube encarnada, contudo, desvalorizou a questão: “Já está tudo em casa e depois de uma grande receção”.

Em comunicado oficial enviado à comunicação social, o SEF recusa responsabilidades: diz que o avião tinha “chegada prevista para as 7h40, acabando por aterrar 40 minutos antes da hora prevista” e que “os dois inspetores nomeados para fazer o respetivo controlo chegaram às boxes de controlo de fronteira às 7h, tendo observado ainda as manobras de estacionamento do avião”.

[Os inspetores] permaneceram na box de controlo de fronteira cerca de 45 minutos, a aguardar pela chegada dos passageiros”, aponta o SEF, com uma leitura diferente do motivo que atrasou o desembarque, que terá então resultado — segundo esta versão — de um atraso alheio no desembarque dos jogadores do avião.

No comunicado, o SEF refere ainda que “esteve presente no posto de fronteira do Aeroporto de Beja atempadamente, não tendo existido qualquer má prática da parte do Serviço. Mais ainda, ocorreram situações imprevistas (falha de eletricidade e de rede), o que não afetou o controlo de passageiros, já que as respetivas consultas haviam sido feitas previamente pelo SEF”.

Contactada pelo Observador, fonte da ANA Aeroportos de Portugal recusou comentar a notícia, garantindo que a empresa (gere o aeroporto de Beja, entre outros aeroportos nacionais) não vai prestar esclarecimentos sobre o voo em questão.

O motivo para o avião que levou a equipa do Benfica dos Estados Unidos de volta a Portugal ter aterrado em Beja, tal como já tinha acontecido com o avião que transportou a comitiva do Sporting de regresso após um jogo com os ingleses do Liverpool em Nova Iorque, não é ainda claro. Fonte do Benfica adiantou, mas não quis garantir com certezas, que a solução poderá ter resultado da menor disponibilidade da pista do aeroporto de Lisboa para receber voos charter (ou fretados), face ao aeroporto de Beja.