Rádio Observador

Polícia Judiciária

PJ descobre cadáver em zona florestal em Pedrógão Grande que pode ser de homem inglês desaparecido

183

A polícia está a investigar o desaparecimento do homem há um ano. PJ fala em suspeita de crime de homicídio e descobriu ossadas com recurso a georadar em zona florestal.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A Polícia Judiciária (PJ) descobriu esta terça-feira ossadas humanas num terreno florestal na zona de Pedrogão Grande. A PJ crê que os restos mortais poderão ser de Joel Eldridge, cidadão inglês que está desaparecido desde agosto de 2018.

A PJ estava a investigar o desaparecimento do homem há um ano e as ossadas foram encontradas no âmbito da investigação por suspeita de crime de homicídio.

O cadáver foi localizado com equipamentos de georadar e “métodos técnico-científicos de arqueologia forense”. Os restos mortais que podem pertencer ao britânico vão ser autopsiados no Instituto Nacional de Medicina Legal, adianta o comunicado.

A polícia britânica também acredita que o cadáver seja do britânico Joel Eldridge, que estava dado como desaparecido há um ano.

“Sabemos que são necessários mais testes para confirmar que o corpo é o de Joel, mas suspeitamos que este seja o caso e demos a conhecer este desenvolvimento à sua família. Os nossos pensamentos estão com eles neste momento triste”, afirmou o inspector chefe Chris Friday, da polícia do condado de Sussex, num comunicado emitido na terça-feira.

Joel Eldridge era um cidadão britânico residente em Bexhill, a sul de Londres, que se mudou para Portugal em janeiro de 2018 para trabalhar, instalando-se na localidade de Macieira, concelho da Sertã, tendo deixado de dar notícias à família desde meados de julho de 2018.

A Polícia Judiciária de Coimbra já tinha apontado que as ossadas têm uma “hipótese credível e séria” de pertencerem ao cidadão britânico. “As ossadas foram removidas para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, onde vão ser sujeitas a exames e ver se se trata, ou não, desse cidadão [britânico]. É uma hipótese séria e credível, mas que carece ainda de informação científica”, explicou na terça-feira à agência Lusa fonte da Diretoria do Centro da PJ. A PJ também não descarta a hipótese de Joel Eldridge se tratar de um traficante de droga, visto que um dos três colegas com partilhava casa na Sertã foi detido por esse mesmo crime.

“O jovem comunicava com a família e deixou de o fazer. A família contactou a embaixada do Reino Unido e a informação acabou por chegar às autoridades portuguesas. Inicialmente, a situação foi encarada como um desaparecimento até voluntário”, explicou a mesma fonte. Contudo, após as primeiras diligências feitas no âmbito desse desaparecimento, em agosto de 2018, e após alguns elementos recolhidos, a PJ começou a admitir a possibilidade de o jovem estar a ser vítima de um crime grave, privado de liberdade, ou ter sido morto.

“A partir daí, cerca de um mês depois, a investigação foi direcionada para a Brigada de Homicídios, visto estar-se perante um crime de homicídio”, sublinhou. Segundo a PJ, houve sempre uma cooperação com as autoridades britânicas e a investigação continuou o seu curso normal até esta segunda-feira.

“Entretanto, foram recolhidos dados que permitiram chegar ao local (Pedrógão Grande). Chegamos à conclusão, com os elementos recolhidos, que poderia estar na zona, tendo resultado no aparecimento de um cadáver que pode ser esse cidadão [britânico]”, sustentou.

A mesma fonte adiantou que as investigações vão continuar o seu curso em estreita colaboração com as autoridades britânicas e realçou a colaboração da GNR e da Câmara de Pedrógão Grande, que deram “uma ajuda preciosa” em todo o processo.

Agentes da polícia de Sussex estiveram envolvidos na investigação e deslocaram-se a Portugal várias vezes, tendo também assistido a família na divulgação de um apelo público a informação em março, na altura do 30.º aniversário de Joel Eldridge.

A Polícia Judiciária está a investigar o caso em conjunto com as autoridades do Reino Unido.

Artigo atualizado às 12h00 do dia 7 de agosto com as declarações da polícia do Reino Unido

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)