A economia mundial vai crescer ao ritmo mais fraco desde a crise financeira, segundo as previsões divulgadas esta quinta-feira pela OCDE, organismo que pede às principais economias mundiais que acabem com as tensões comerciais e atuem de forma decisiva para estimular as economias.

O relatório intercalar da OCDE aponta para um crescimento global de 2,9% em 2019, uma redução de três décimas de ponto percentual. Também as previsões para 2020 caíram, em quatro décimas, para 3%.

A  Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econémico (OCDE) classifica as perspetivas económicas como “cada vez mais frágeis e incertas”. “As tensões comerciais, que estão a prejudicar a confiança e o investimento, agravando a incerteza em torno das políticas, penalizando o apetite pelo risco nos mercados financeiros e colocando em risco as perspetivas futuras de crescimento”, acrescenta a organização.

A recomendação da OCDE, para evitar que a economia global caia numa armadilha de baixo crescimento da qual poderá ser difícil sair, é que os países que têm capacidade para isso devem fazer mais estímulos orçamentais. “O perigo é que entremos num círculo vicioso de comércio mais reduzido, investimento [menor] e incerteza mais elevada”, afirmou Laurence Boone, a economista-chefe da OCDE.

A economista sublinhou que “a velocidade a que as tensões comerciais se estão a materializar é preocupante”, algo que é visível nos números mais recentes sobre o comércio internacional, que mostram um “colapso”.