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Furacão Lorenzo. Fornecimento de energia restabelecido até ao final da tarde

Linhas de alta energia estão a ser reparadas. Energia deve ficar restabelecida até ao final da tarde. Há uma conduta de água danificada, mas não compromete acesso das populações.

  • Texto de Marta Leite Ferreira, Ana Catarina Peixoto, Agência Lusa e Nuno Viegas
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A Proteção Civil confirmou que houve “falhas de fornecimento de energia em todas as ilhas” durante a passagem do furacão Lorenzo, mas a situação está normalizada em Santa Maria, São Miguel, Terceira, Corvo e Graciosa. No Pico, Flores e São Jorge, as linhas de alta tensão estão a ser reparadas e a situação deve normalizar-se até ao final da tarde. No Faial, a energia está prestes a ser restabelecida.

A Proteção Civil também confirmou a existência de uma conduta de água danificada em São Jorge que, por não estar a afetar o acesso à água pelas populações, só vai ser reparada a partir de quinta-feira.

Ao longo da noite, 53 pessoas ficaram desalojadas, 61 estradas foram encerradas e 171 ocorrências chegaram às mãos das autoridades à conta da passagem do furacão Lorenzo, “o mais forte dos últimos 22 anos”, que chegou aos Açores e permanece na categoria 2. António Costa assegurou que “a situação de maior risco está ultrapassada”, mas pediu a Pedro Siza Vieira que se desloque aos Açores em representação do Governo. Corvo, Pico, Flores e Faial foram, até ao momento, as ilhas mais afetadas.

Ainda assim, e por precaução, nas Lajes do Pico a zona ribeirinha foi evacuada devido à agitação marítima. Trata-se de uma área muito plana, junto ao nível do mar e as pessoas foram levadas para uma escola básica, adiantou à Rádio Observador o vereador da Câmara Municipal, Nelson Macedo. Inicialmente foi avançado que teriam sido retiradas cerca de 100 pessoas, mas a informação foi corrigida para 50 pessoas.

As notícias das 12h

O período mais crítico da passagem do furacão Lorenzo pelos Açores começou entre as 4h da manhã e foi até às 9h — horas locais. Até ao momento, foram registadas 93 ocorrências, a maior parte na ilha do Faial, tendo sido necessário realojar 53 pessoas em três ilhas: quatro em São Jorge, 42 no Faial e sete nas Flores.

Grande parte da situação dos desalojados, adiantou aos jornalistas o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, Carlos Neves, “deveu-se nomeadamente a dois fatores – umas situações em São Jorge e nas Flores, que tiveram a ver com infiltração de água nas habitações, com o levantamento das telhas, e depois a situação de 19 pessoas na cidade da Horta, que necessitaram ser realojadas, porque houve galgamento do mar na zona da Avenida 25 de Abril”.

Na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, António Costa confirmou que “a situação de maior risco está neste momento ultrapassada” e que “pela hora de almoço a situação estará normalizada, embora se mantenha a situação das marés bastante alteradas”. O primeiro-ministro indicou ainda que a situação de danos mais graves será no Porto das Lajes das Flores, onde a tempestade levou parte do molhe e de um edifício de apoio. Não conseguiu, no entanto, dar mais informações, uma vez que o presidente do governo regional está no local, “mas sem comunicações”.

O primeiro-ministro decidiu cancelar as ações da campanha para acompanhar a situação e determinou que os serviços desconcentrados da administração direta e indireta do Estado nos grupos central e ocidental seriam encerrados durante o dia 2 de outubro. Na conferência desta quarta-feira, António Costa referiu que “se tudo correr como previsto, os serviços amanhã poderão reabrir e retomar a sua normalidade plena”.

“Felizmente tudo indica que as coisas correram melhor do que se chegou a temer a certa altura”, tranquilizou ainda o primeiro-ministro, acrescentando que, em princípio, não será necessário deslocar-se aos Açores. “Acho que podemos começar a estar tranquilos”.  No entanto, e mais tarde, o gabinete de António Costa enviou um comunicado onde informa que “o primeiro-ministro decidiu solicitar ao ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, que se desloque ao Arquipélago, em representação do primeiro-ministro e do Governo da República”.

A mesma nota indica que esta deslocação servirá para “tomar contacto direto, localmente, da situação, analisar os danos provocados pela passagem do ‘Furacão Lorenzo’, avaliar necessidades de auxílio e preparar resposta efetiva por parte do Governo da República, caso seja solicitada”.

[Pode acompanhar a evolução metereológica nos Açores no mapa abaixo]

Carlos Neves disse ao início da manhã que este “poderá ser [o furacão] mais forte dos últimos 22 anos”. Houve “alguns cortes de energia na zona de Santa Cruz das Flores” e as redes de comunicação continuam com alguns problemas, sendo que as ocorrências passaram sobretudo por obstrução de vias, queda de árvores e telhas caídas.

De acordo com o Instituto do Mar e da Atmosfera, a maior rajada de vento registada na passagem do furacão Lorenzo pelos Açores foi de 163 quilómetros/hora, na ilha do Corvo, às 8h25. A estação meteorológica que detetou a rajada situa-se no aeroporto do Corvo, mas o IPMA assinala que, especialmente nas zonas mais altas das ilhas, é possível que tenha havido já rajadas de maior velocidade não detetadas, pela ausência de equipamentos.

Lorenzo é o furacão mais forte de sempre a chegar tão perto da Europa e o mais potente tão a norte. Mas porque é assim “anormal”?

Carlos Neves indicou que já se começa a registar “alguma acalmia”, apesar de a tempestade ainda não se ter afastado dos Açores. A principal preocupação atualmente, acrescenta, é a agitação marítima.

No Twitter, o Centro Nacional de Furacões — uma agência norte-americana que monitoriza todos os furacões do Atlântico Norte, mesmo aqueles que não atingem os Estados Unidos — indicou que os efeitos do furacão Lorenzo estão a sentir-se não só na costa europeia, como também do outro lado do oceano, nos EUA, na costa atlântica do Canadá, nas Bahamas e nas Antilhas.

O instituto pediu à população que não se aproxime da costa, já que Lorenzo está a gerar ondulação que vai produzir “correntes marítimas ameaçadoras para a vida”.

Apesar de perder intensidade, as ilhas prepararam-se para o pior e as escolas e as creches foram encerradas esta quarta-feira. Os meios militares passaram a estar em alerta vermelho a partir da meia-noite desta quarta-feira, horas locais. Há voos suspensos e os portos encerraram esta noite.

Entretanto, à agência Lusa, o presidente da Câmara de Santa Cruz das Flores, afirmou que a passagem do furacão provocou “danos avultados” em vias, habitações, no património municipal e no porto, tendo sido necessário proceder a três realojamentos.

A sinalização rodoviária está praticamente danificada, árvores caídas, estradas interrompidas e edifícios públicos, como escolas, o ginásio, o museu e o auditório também estão bastante danificados”, acrescentou José Carlos Mendes, salientando que o concelho foi “atingido severamente”.

De acordo com o autarca, estão “a decorrer trabalhos de limpeza”, com o objetivo de tornar “as vias circuláveis, mas sempre com algumas precauções”.

Energia elétrica já foi reposta na ilha Graciosa, nos Açores

A energia elétrica já foi reposta na ilha Graciosa, nos Açores, indicou a empresa de Eletricidade dos Açores (EDA), que espera resolver ainda esta quarta-feira os danos causados pelo furacão “Lorenzo” em outras ilhas, que continuam sem eletricidade.

Num ponto de situação feito às 12h30 aos danos causados pela passagem do furacão “Lorenzo”, a elétrica regional disse que, “nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Corvo e Graciosa, o fornecimento de energia elétrica já está normalizado”.

Dessas cinco ilhas, a Graciosa era a única que estava na manhã desta quarta-feira com falta de energia em algumas zonas. Àquela hora continuavam por resolver danos causados pelo furacão nas ilhas das Flores, São Jorge, Pico e Faial.

“Na ilha das Flores, a linha de Média Tensão que abastece a Fajã Grande está a ser reparada. Contamos ter a situação normalizada até ao final da tarde de hoje [quarta-feira]”, indicou a EDA num comunicado.

A Ilha do Pico tem “dois postos de média tensão danificados” na linha São Roque – Madalena, que já “estão a ser reparados”, enquanto na ilha de São Jorge “a linha de média tensão que abastece o Topo” já está reparada e estão a tratar de algumas avarias “de baixa tensão” por causa da queda de árvores.

Na ilha do Faial só existem “algumas avarias na baixa tensão” que estão a ser resolvidas.

Destruição no Porto das Lajes põe em causa abastecimento às Flores

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou que a destruição que se verificou no Porto das Lajes, nas Flores, com a passagem do furacão “Lorenzo”, “põe em causa aspetos fundamentais como o abastecimento à ilha”.

Numa nota divulgada pelo Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro destaca ainda o facto de a passagem do furacão “Lorenzo” pelo arquipélago, na madrugada e manhã desta quarta-feira, não ter provocado vítimas.

A segurança das pessoas foi o principal. O facto de, até este momento em que estou a falar, não haver vítimas a registar, deve-se, em primeiro lugar, à responsabilidade com que cada um dos açorianos encarou este momento de provação”, afirmou Vasco Cordeiro, citado no comunicado.

O presidente do executivo regional, que acompanhou a passagem do furacão na ilha das Flores, ressalvou, contudo, que “há muito trabalho” e que “há danos que se afiguram elevadíssimos”, além de situações de desalojados, nomeadamente nas Flores e no Faial.

Situação é anormal, mas medidas “são adequadas”

“À partida, o sistema não está habituado a esta escala, mas hoje em dia os sistemas regionais e nacionais de Proteção Civil são muitíssimos mais organizados”, explicou ao Observador o presidente do IPMA. Jorge Miguel Miranda tinha referido ao The New York Times que “a maioria das infraestruturas não está preparada para estas condições”, uma vez que este furacão “não é normal”. No entanto, acrescentou, a frase foi mal interpretada e não se trata de preparação das infraestruturas físicas, mas sim do facto de os Açores — “a ilha, a sua topografia” — não estarem habituados a este tipo de condições mais extremas.

Apenas alguns serviços públicos de segurança e defesa, nomeadamente as Forças Armadas e as forças e serviços de segurança, estão operacionais com escalas definidos pelos ministros de Administração Interna e Defesa, em colaboração com o Governo Regional dos Açores. Pelas 12h30 desta quarta-feira, a Altice indicou que estão 150 técnicos e operacionais especializados no terreno nas ilhas mais afetadas.

António Costa autorizou também “a interrupção da licença de férias e/ou suspensão de folgas e períodos de descanso” durante o período de ameaça, além de dispensar os trabalhadores públicos que exerçam a função de bombeiro voluntário ou prestem cuidados de serviço em situação de emergência como enfermeiros do INEM e das forças de segurança.

Já o ministro da Administração Interna pediu à população “respeito absoluto” pelas indicações da Proteção Civil, na sequência da aproximação do furacão.

É necessário que haja um respeito absoluto de tudo aquilo que são as indicações de prática de comportamentos de segurança. As estruturas de Proteção Civil regionais estão a postos, temos estruturas preparadas para apoiar os Açores se necessário”, disse Eduardo Cabrita à RTP, na sede nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Oeiras.

Segundo o ministro Eduardo Cabrita, o executivo nacional está “em estreita articulação, quer na Proteção Civil, quer na área da meteorologia, com o Governo Regional dos Açores e os serviços regionais de Proteção Civil, esperando que possa correr o melhor possível”. “Estão todas as estruturas preparadas, tendo consciência que vamos ter desenvolvimentos nas próximas horas que apontam para, no final da madrugada, no início da manhã, nós podermos ter um momento de máxima aproximação ao grupo Ocidental dos Açores [ilhas das Flores e do Corvo]”, declarou.

O que está a acontecer e a ser feito?

Os efeitos do furacão foram sentidos em todo o arquipélago, mas com maior intensidade no grupo Ocidental, que compreende as ilhas das Flores e do Corvo. O IPMA previu para o grupo Ocidental “vento sueste rodando para noroeste com rajadas na ordem dos 190 quilómetros por hora (com uma probabilidade de 40% de a rajada máxima ser superior a 200 quilómetros por hora), chuva por vezes forte e ondas de sul, passando a sudoeste com altura significativa entre 10 a 15 metros, podendo a altura máxima de onda atingir os 25 metros”.

Jorge Miguel Miranda referiu que este furacão, “de acordo com as previsões, está a apontar para valores que são extremos, ou seja, que são recordes”, mas assegurou que as medidas definidas pela Proteção Civil Regional “são estritas”, “adequadas” e que iriam ajudar a que “os efeitos sejam muito minimizados”. “Árvores em situação de fragilidade perto de cair, telhas soltas, todo esse tipo de situações vão ser solicitadas por uma velocidade de vento que não é normal”, indicou o presidente do IPMA.

Os Açores têm uma grande experiência de tempestades tropicais e todas as ilhas já passaram por situações complicadas do ponto de vista do excesso de chuva e excesso de vento. Obviamente que o sistema, tanto o sistema natural, como o sistema construído, já estão adaptados a essas situações. Temos é de estar preparados para alguma coisa que não vimos antes e as medidas que estão a ser tomadas parecem-me adequadas”, disse ainda ao Observador o presidente do IPMA.

O Corvo, a ilha mais pequena dos Açores, prepara-se para o furacão Lorenzo

Para este grupo Ocidental, vigorou aviso amarelo a partir das 18h (mais uma hora em Lisboa) de terça-feira, que passou a laranja às 21h, tendo sido emitido aviso vermelho entre as 00h e as 12h de quarta-feira, referente a vento e agitação marítima.

No grupo Central, previu-se “vento sudoeste com rajadas até 150 quilómetros por hora e ondas de sudoeste, passando a oeste, com altura significativa entre nove a 12 metros, podendo a altura máxima de onda atingir os 22 metros”. As ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa, deste grupo, estiveram sob aviso amarelo a partir das 21h de terça-feira, passando a laranja a partir das 00h de quarta-feira, e a vermelho entre as 3h e as 12h, devido ao vento, e entre as 6h e as 15h, por causa da agitação marítima.

Já para o grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria) a previsão foi de “vento sul rodando para oeste com rajadas até 100 km/h e ondas de sudoeste com altura significativa 7 a 9 metros”. Para estas ilhas, foi emitido aviso amarelo a partir das 9h de quarta-feira, que passou a laranja entre as 12h e as 18h, devido à forte ondulação. O comunicado, assinado pela meteorologista Vanda Costa, ressalva que “existe ainda alguma incerteza relativamente à trajetória exata do furacão”.

Em declarações à Rádio Observador, o presidente do Serviço Regional da Proteção Civil e Bombeiros dos Açores indicou que foram tomadas todas as medidas para que os efeitos do Lorenzo fossem minimizados ao máximo. “Tomamos todas as medidas que estavam ao nosso alcance para estarmos preparados”, referiu, acrescentando que nesta altura a maior preocupação é a intensidade do vendo, especialmente no grupo Ocidental, e também as ondas de grandes dimensões.

Fizemos uma análise de risco que foi passada a todas as câmaras municipais e autoridades marítima para que as pessoas pudessem recolher as suas embarcações. Algumas estradas foram fechadas, dissemos às pessoas que medidas devem tomar, reforçamos todas as ilhas do grupo Central e Ocidental e aumentamos a nossa capacidade de emergência pré-hospitalar”, informou Carlos Neves à Rádio Observador.

O responsável disse ainda que “a população está consciente e acatou as recomendações” que foram dadas.

Militares passaram a alerta vermelho a partir da meia noite

Os meios militares sediados nos Açores estiveram desde as 16h00 desta terça-feira em “estado de alerta laranja”, mas já passaram a “estado de alerta vermelho” à meia-noite até às 16h de quarta-feira devido à passagem do furação.

Em comunicado, o Comando Operacional dos Açores informou que, na sequência da ativação do Plano Regional de Emergência de Proteção Civil do arquipélago, o estado de alerta dos meios militares sediados na região autónoma foi aumentado a partir das 16h para “laranja” (prontidão de duas horas).

A prontidão destes meios passará a imediata (estado de alerta vermelho) entre a meia-noite e as dezasseis horas de amanhã [quarta-feira], dia 02 de outubro de 2019″, é referido na nota.

O Comando Regional dos Açores indicou ainda que, como medidas preventivas adicionais, o navio “Setúbal” foi posicionado na ilha Terceira, no grupo Central, “a fim de garantir uma resposta mais rápida a uma eventual necessidade e o dispositivo da Base Aérea n.º 4 foi reforçado com uma tripulação de EH101”.

Numa nota da Força Aérea é referido que, na segunda-feira, foram transportados a bordo de uma aeronave C-295M uma equipa de nove bombeiros e quatro operacionais do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), entre a ilha Terceira e as Flores, “para reforço do efetivo de apoio à população nesta localidade, face à passagem do furacão Lourenzo”.

“Este apoio foi realizado no seguimento de um pedido do SRPCBA às Forças Armadas. Neste voo foi ainda transportado diverso material de apoio às operações”, adianta a Força Aérea. A transportadora aérea SATA entretanto o cancelamento de uma ligação Lisboa-Horta-Lisboa e de mais de 20 voos interilhas açorianas previstos para quarta-feira devido à passagem pelo arquipélago do furacão “Lorenzo”.

Em virtude da passagem do furacão, “que afetará particularmente as ilhas dos grupos Central e Ocidental”, a SATA Air Açores – que opera no arquipélago – e a Azores Airlines – que faz as ligações para fora dos Açores – informam em nota enviada à imprensa “que irão proceder ao cancelamento” de alguns voos programados para quarta-feira.

No total, diz a empresa, serão afetados 670 passageiros nos voos da SATA Air Açores e 193 passageiros nos voos da Azores Airlines, sendo que “todos os passageiros afetados irão ser reacomodados em voos” entre quarta-feira e sexta-feira.

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