A câmara municipal de Madrid vai avançar com um plano para eliminar 12 mil periquitos-monge. A autarquia justifica a medida com o facto de o animal, que é originário da América Latina, estar a ameaçar a segurança e a biodiversidade da capital espanhola.

Desde 1985, altura em que os periquitos-monge se fixaram em Madrid, o número de exemplares não tem parado de aumentar, o que constitui uma ameaça para outras aves autóctones.  Segundo o La Vanguardia, a presença destas aves em Madrid — e noutras cidades espanholas, como Barcelona e Málaga — está também a provocar danos no ambiente e a trazer problemas para a saúde pública. Os periquitos-monge são agressivos, roubam comida a outras aves e podem ser portadores de psitacose, uma doença infeciosa transmitida via respiratória. Para além disso, o peso dos ninhos — que podem chegar aos 150 quilos — pode provocar a queda de ramos de árvores.

O plano passa por permitir a caça de periquitos-monge e pela esterilização os ovos. A morte de cada ave custará entre seis a oito euros — ou seja, a medida pode custar, no total, 100 mil euros. A câmara municipal local diz que uma comunidade de cerca de 600 exemplares seria o “mínimo aceitável”.

Segundo a página Aves de Portugal, no nosso país esta espécie só está presente em Lisboa e no Porto. As comunidades não são abundantes, mas podem ser vistas ao longo de todo o ano.