Emmanuel Bouvier é o homem ao leme da Renault, no que respeita aos automóveis eléctricos e, numa conversa com a Bloomberg, abriu o jogo em relação ao futuro dos carros a bateria da marca francesa. De momento, a Renault é a segunda marca mais que mais vende carros a bateria na Europa, depois da Tesla, propondo além do Zoe, os comerciais Kangoo e Master em versão ZE. Mas Bouvier afirma que vai colocar um ponto final a esta gama com apenas três elementos.

Depois do novo Zoe, que surgirá em Portugal em Novembro, a Renault tem programado oito novos automóveis eléctricos até 2022, com uns a surgir para completar a gama de EV (electric vehicles) mais acessíveis, como é o caso do K-ZE, já disponível na China, mas que em breve chegará ao Velho Continente. Em relação a este modelo, os franceses são particularmente ambiciosos, pois se o pequeno SUV a bateria é proposto no mercado chinês por cerca de 9.000€, acreditam que também na Europa poderá ser vendido por um “preço acessível”.

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Mas nem só de eléctricos baratos vai viver a Renault nos próximos anos, uma vez que Bouvier fez questão de salientar que a marca irá propor em breve automóveis maiores do que Zoe, todos eles montados na futura plataforma específica para eléctricos que a Renault está a desenvolver, que depois será alargada a toda a Aliança, isto caso sobreviva às actuais tensões.

Dessa família de eléctricos, Bouvier prevê que um deles irá disputar o segmento C. Ou seja, rivalizará com o VW ID.3 e o Nissan Leaf. Está igualmente prevista uma versão ligeiramente maior, que aponta ao Tesla Model 3 como concorrente prioritário, já no segmento D.