Para concorrer na China, o mercado que mais veículos eléctricos consome, a Renault concebeu o K-ZE com base no Renault Kwid, um SUV barato do segmento B que é vendido com sucesso na Índia e na América Latina, ainda que nas versões a gasolina. O K-ZE foi apresentado como protótipo e o sucesso foi instantâneo, pois o pequeno SUV aliava a umas linhas atraentes um preço de arromba.

Agora que já é conhecida a versão definitiva do veículo eléctrico francês, os ânimos estão ainda mais exaltados. Primeiro, porque a estética atraente confirmou-se, depois porque já se sabe que o modelo anuncia 250 km de autonomia, um bom valor, mas segundo o desfasado método NEDC, ainda muito vulgar na China. Feitas as contas, deverá equivaler a cerca de 180 a 190 km em WLTP, o que não sendo brilhante, em termos de autonomia, acaba por ser interessante, face ao preço do veículo, uma vez que na China não será necessário pagar mais de 9.000€ para sair do stand com um destes veículos a bateria.

Neste mercado oriental, o K-ZE está disponível com três variantes distintas, com a versão intermédia a ser proposta por 66.800 yuan, cerca de 8.457€, para o mais bem equipado estar à venda por 71.800 yuan, nada menos do que 9.090€. Para já, o K-ZE está restrito ao mercado chinês, mas vai tornar-se um modelo global, com vista a ser disponibilizado em diversos países, a começar pela Índia, também eles a realizar agora uma forte transição para os veículos a bateria, com a Europa a ser uma forte possibilidade.

De momento o K-ZE é proposto com bateria com 26,8 kWh de capacidade e um motor de apenas 33 kW (isto é 45 cv, o suficiente para atingir 105 km/h), mas o modelo vai adaptar-se às necessidades de outros mercados, o que o deverá obrigar a optar por baterias maiores e motores mais possantes. Aliás, até na China, para poderem ter acesso às ajudas estatais mais significativas, só são candidatos os veículos com maior capacidade, pelo que é muito provável que até aí o K-ZE tenha de reforçar os seus atributos. Sem, contudo, incrementar em demasia o preço final.