O secretário de Estado da Energia avançou esta segunda-feira que o Governo e a AICEP — Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal estão “em negociações avançadas com uma empresa europeia para desenvolver uma tecnologia de baterias distinta das tecnologias”.

João Galamba recebido com protestos contra lítio em visita prevista a Boticas

De acordo com o governante socialista, esta tecnologia e será diferente da utilizada “na China e nos EUA”. Esta empresa, cujo nome Galamba não revelou, “compra lítio no Canadá e na América do Sul”. Essa empresa “quer garantir cadeias de abastecimento, quer garantir toda a cadeia de valor na Europa e a negociação que estamos afazer com essa empresa é exatamente para a instalação de uma unidade de mineração para produzir o carbonato de lítio”, concluiu Galamba.

O socialista explicou ainda que a Europa está “empenhada” neste projeto e na correta exploração do lítio. “Pode Portugal prescindir de explorar com regras ambientais de participar nesta resolução? Na opinião do governo, não pode”, afirmou peremptoriamente.

O programa Prós e Contra acabou esta sexta-feira com os ânimos exaltados e com Fátima Campos Ferreira, a moderadora, a ter de conter as críticas de membros da audiência que criticavam a forma como o Governo está a gerir este possível projeto. Ainda esta segunda-feira, o governante foi recebido em Boticas por populares em protesto contra a exploração do lítio.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Lítio, o “petróleo branco” que valeu o Nobel levanta suspeitas de corrupção e contaminação do ambiente em Portugal

O secretário de Estado Adjunto ainda falou aos jornalistas pelas 17h45 na Câmara de Boticas, onde foi questionado sobre como tranquilizaria a população. João Galamba disse que a melhor maneira de o fazer é “explicando às pessoas que muitas coisas que se dizem estão assentes em equívocos”. Por exemplo, o lítio, diz Galamba, “não é altamente tóxico”, assim como “não há nenhuma diferença entre uma mina de lítio, uma pedreira de granito ou mina de quartzo e feldspato”.

Contudo, e tentando ressalvar as preocupações da população, disse que que há possibilidade de o projeto não avançar. “Se o Estudo de Impacto Ambiental for negativo ou se as medidas compensatórias foram de tal ordem que a empresa não tem condições para as aplicar, não haverá mina”, prometeu Galamba.