O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, admitiu esta terça-feira o risco de não conseguir uma maioria absoluta nas eleições legislativas de quinta-feira e estas resultarem num parlamento dividido.

“Esta é uma eleição muito disputada. E precisamos de todos os votos. A única alternativa matematicamente [possível] a um governo Conservador com maioria absoluta é o risco real de outro parlamento dividido”, afirmou, após um discurso numa fábrica em Uttoxeter, Staffordshire, centro de Inglaterra.

Johnson aludiu às eleições de 2017, quando a antecessora Theresa May tinha uma vantagem nas sondagens mas acabou por não conseguir uma maioria de deputados na Câmara dos Comuns, precisando do apoio do Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte para formar governo.

Desde a dissolução do parlamento, a 6 de novembro, que as sondagens têm indicado consistentemente uma vantagem do Partido Conservador sobre o Trabalhista suficiente para garantir uma maioria absoluta. “As sondagens podem estar erradas, e precisamos lutar por cada voto”, referindo que um parlamento dividido poderá resultar num bloqueio ao Brexit devido ao peso dos partidos pró-europeus na Câmara dos Comuns.

Num comício em Carlisle, no norte de Inglaterra, Jeremy Corbyn saudou os militantes que têm ajudado na campanha, que acredita serem mais numerosos do que em 2017. “Uma vitória na quinta-feira é um presente de Natal antecipado na sexta-feira”, afirmou o líder Trabalhista, que planeia concluir a campanha eleitoral em Londres na quarta-feira.