A Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira medidas de apoio aos agricultores devido à pandemia Covid-19, como a prorrogação de prazos para regimes de pagamentos diretos e a simplificação de requisitos administrativos, visando evitar quebras no retalho alimentar.

“A luta contra o novo coronavírus afeta todas as partes da economia europeia e um dos setores em que não toleraremos nenhuma interrupção é o alimentar”, vinca a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa mensagem vídeo esta segunda-feira publicada. Visando garantir que “os cidadãos europeus continuam a ter acesso a alimentos de alta qualidade e acessíveis”, a líder daquela instituição anuncia novas medidas para apoiar os agricultores do espaço comunitário em “tempos difíceis”.

A partir de hoje daremos mais tempo aos agricultores para apresentarem as suas solicitações aos [regimes de] pagamentos diretos e de desenvolvimento rural e, em breve, aumentaremos os adiantamentos dessas ajudas, para que os agricultores possam ter dinheiro para pagar as suas contas”, precisa Ursula von der Leyen.

Os pagamentos diretos, feitos no âmbito da Política Agrícola Comum, são apoios ao rendimento de base concedido aos agricultores para recompensá-los pelos bens e serviços públicos que fornecem. Além disso, “simplificaremos alguns requisitos administrativos para os agricultores e para as autoridades nacionais visto que têm, atualmente, prioridades mais urgentes do que preencher papéis”, divulga a presidente da Comissão Europeia. “E facilitaremos o apoio a instalações médicas em áreas rurais através do fundo de desenvolvimento rural”, adianta a responsável.

Agradecendo aos agricultores europeus por “garantirem a disponibilidade de alimentos nas lojas”, numa altura de maior procura devido à pandemia, Ursula von der Leyen admite que estes profissionais “precisam de mais ajuda”, pelo que a Comissão Europeia vai prestar este apoio, em medidas que deverão ser detalhadas no decorrer desta semana.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil. Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 676 mil infetados e mais de 50 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos.