Os números da pandemia no estado de Nova Iorque continuam “terríveis”, nas palavras do governador Andrew Cuomo, mas melhores do que nas últimas semanas. O estado está agora próximo dos números de 31 de março e este domingo foi registou um aumento diário de 367 mortes, uma redução significativa relativamente às 437 registadas no sábado (o total já vai em 16 966 óbitos naquele estado). Cuomo diz que “morte é morte” e, portanto, não pode ser “relativizada”, mas a melhoria dos números permite olhar com alguma esperança para a reabertura. O governador admitiu no briefing sobre a Covid-19 deste domingo que algumas empresas (na área da construção e indústria) podem reabrir já a partir de 15 de maio nas zonas menos afetadas.

Também este domingo foi noticiado que há mais cinco estados nos EUA que se preparam para reabrir: Colorado, Mississippi, Minnesota, Montana e Tennessee.

O número diário de mortes de Covid-19 no Estado de Nova Iorque foi significativamente mais baixo do que no dia anterior, com as autoridades a registarem um aumento de 367 mortes, em comparação com as 437 registadas no sábado.

Relativamente ao alívio das medidas de restrição (o fim do lockdown) — que está em vigor até 15 de maio —, o governador Andrew Cuomo admite que é possível que algumas zonas do estado de Nova Iorque, como a zona norte, estejam em condições de reabrir mais cedo, embora “com certas precauções”. No entanto, numa altura em que enfrenta pressões para aliviar as medidas, Cuomo diz que a reabertura em todo o estado não será possível num futuro imediato.

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Na conferência de imprensa diária, o governador de Nova Iorque descreveu uma reabertura em fases, insistindo que fosse feita uma “análise regional”. Ou seja: “Olhar para a situação de uma região [uma zona específica do Estado de Nova Iorque], tomar uma decisão e depois monitorizá-la”.

As fases de reabertura apresentadas por Cuomo são: uma “fase um“, com reabertura de atividades de construção e indústria, neste caso abrangendo “as empresas que apresentam baixo risco”; e uma “fase dois“, em que se tem de olhar “setor a setor”, utilizando um matriz que determina quão essencial é o serviço fornecido por essa empresa e quão “arriscado” é reabrir esse negócio.

De acordo com Cuomo, são as empresas que têm de fazer essa análise e estudarem quão arriscado seria reabrirem e depois descreverem como serão os planos de contingência na reabertura. Ainda assim, admite que, depois de 15 de maio, algumas empresas possam reabrir nas zonas menos afetadas. Haverá duas semanas (em Portugal também será este o intervalo de alívio de medidas) entre cada uma das fases para que se possam monitorizar adequadamente e ver os efeitos.

O governador do estado de Nova Iorque  admitiu ainda que é necessário reabrir as escolas para que os negócios sejam reabertos em larga escala, o que significa que “na realidade, não é possível chegar ao limite da fase dois sem reabrir as escolas”. Permanecem as dúvidas sobre se as escolas ainda vão reabrir neste ano letivo e está a ser estudado uma solução que passa por os alunos fazerem as aulas em falta e concluirem o ano letivo por via de “escolas de verão”.

Mais cinco estados preparam reabertura

Numa nova onda de reabertura, há mais cinco estados dos EUA que se preparam para aliviar as medidas de restrição e começar a reabrir a atividade económica. De acordo com a agência Reuters, Colorado, Mississippi, Minnesota, Montana e Tennessee são os cinco novos estados que vão arriscar reabrir economias sem terem preparado uma infraestrutura de testes massivos e de monitorização (aconselhada pelos especialistas para uma reabertura em segurança).

Os especialistas temem que esta abertura aumente o número de infeções. Outros estados, como Geórgia, Oklahoma, Alasca e Carolina do Sul já adotaram medidas para reabrirem as suas economias após um mês de bloqueios ordenados pelo governo.

Na maioria dos estados, as restrições não são uniformes. Denver, no Colorado, estendeu as medidas para que as pessoas fiquem em casa até 8 de maio, mas os residentes podem ir até um condado vizinho para, por exemplo, cortarem o cabelo. O estado de Geórgia proibiu leis locais mais que sejam mais restritivas que as leis estaduais.

A estes somam-se ainda oito estados nos EUA que nunca impuseram restrições para que os habitante ficassem em casa: Arkansas, Iowa, Nebraska, Dakota do Norte, Oklahoma, Dakota do Sul, Utah e g.