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Morreu o músico brasileiro Ciro Pessoa, fundador da banda Titãs

Ciro Pessoa, um dos fundadores da banda de rock Titãs, morreu na madrugada de terça-feira, aos 62 anos, vítima da infeção provocada pelo novo coronavírus, após cinco dias nos cuidados intensivos.

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Além dos Titãs, o artista fez parte de outras bandas como Cabine C e Flying Chair, com quem publicou o seu mais recente trabalho

D.R.

Além dos Titãs, o artista fez parte de outras bandas como Cabine C e Flying Chair, com quem publicou o seu mais recente trabalho

D.R.

O músico brasileiro Ciro Pessoa, um dos fundadores da banda de rock Titãs, morreu na madrugada de hoje, aos 62 anos, na sequência de infeção causada pelo novo coronavírus, anunciou a família.

O músico permaneceu durante cinco dias internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde familiares dizem que foi diagnosticada a infeção pelo SARS-CoV-2, Covid-19, provavelmente adquirida nas visitas feitas à unidade de saúde, durante o tratamento de um cancro.

Membro dos Titãs em seus anos iniciais de formação, na década de 1980, Ciro Nogueira participou na composição de canções famosas como “Sonífera Ilha” e “Homem Primata.”

Além dos Titãs, o artista fez parte de outras bandas como Cabine C e Flying Chair, com quem publicou o seu mais recente trabalho.

Nascido em São Paulo em 1957, formou os Titãs (inicialmente Titãs do Iê-Iê), em 1981, com Branco Mello, Tony Bellotto, projeto em que se manteve nos seguintes, e para os quais coassinou músicas como “Sonífera Ilha”, “Toda Cor”, “Homem Primata” e “Babi Índio”.

Formou depois Os Jetsons e os Ricotas do Harlem, grupos de curtíssima duração, antes de lançar o projeto de inspiração gótica Cabine C, com quem fez o álbum de estúdio “Fósforos de Oxford”.

Na década de 1990, seria a vez de Ciro Pessoa e Seu Pessoal, grupo de linha pop, e de o músico se dedicar à crónica, publicando textos como “Caminho Afora” (2002) e “O Mundo dos Sonhos” (2004), relatos de viagem que lhe deram o Prémio Abril, e que coligiu no seu blog O Mundo de Mantraman.

Na viragem para os anos 2000, criou outro projeto musical, Ciro Pessoa & Ventilador.

Num reencontro com Branco Mello publicou o álbum infantil “Eu e Meu Guarda-Chuva”.

Em 2003 deu início a uma carreira a solo, com o álbum “No Meio da Chuva Eu Grito ‘Help!'”, a que se seguiria “Em Dia com a Rebeldia”.

As bandas Nu Descendo a Escada e Flying Chair deram origem aos seus últimos projetos musicais.

Membros dos Titãs usaram na terça-feira as redes sociais para manifestar tristeza pela morte de Ciro Pessoa.

O cantor e compostor Nando Reis escreveu na sua conta no Facebook que acabara de “saber da morte de Ciro Pessoa, membro importante na formação dos Titãs, amigo constante de convivência e conversação na época. São Paulo, era nossa cidade, espaço-lugar para nossa criação e trânsito.”

“Ele se foi, a vida continua, a música é eterna, e a tristeza me invade. Ciro Pessoa, pessoa única, marcou minha vida”, acrescentou.

Branco Mello contou em sua conta nos Instagram estar “profundamente triste com a partida nessa madrugada” de seu “irmão, músico, poeta e primeiro grande parceiro, Ciro Pessoa. Foi dele a ideia de reunir os amigos compositores no começo dos anos 80 para fazermos uma banda de rock e assim formámos os Titãs”.

“Siga em paz querido Ciro. Descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz”, completou Mello mencionando trechos da música “Sonífera Ilha”.

A mesma mensagem também foi publicada por Arnaldo Antunes, outro artista fundador do Titãs.

O Brasil contabiliza 7.321 óbitos e 107.780 casos de infeção desde o início da epidemia no país.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 251 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1.1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.074 pessoas das 25.702 confirmadas como infetadas, e há 1.743 casos recuperados, de acordo com dados divulgados hoje pela Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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