Para os adeptos de futebol mais atentos às redes sociais, tem sido um dos temas da quarentena. De repente, nas contas de Instagram, Facebook e Twitter completamente dedicadas ao futebol e à atualidade da modalidade, começaram a surgir imagens de Mbappé, Griezmann e Bale com a camisola do Newcastle. De Cavani, Neymar e Philippe Coutinho com a camisola do Newcastle. As imagens, sempre montagens, despoletavam curiosidade pelo cruzamento entre alguns dos melhores (e mais valiosos) jogadores do mundo e uma equipa da segunda metade da Premier League que luta há anos contra dificuldades financeiras. Mas existia uma explicação.

A verdade é que o Newcastle está muito perto de se tornar o próximo clube europeu a ser adquirido por um comprador milionário do Médio Oriente. Depois de Manchester City e PSG, que pertencem respetivamente ao Sheikh Mansour, dos Emirados Árabes Unidos, e a um fundo de investimento do Qatar, o clube do norte de Inglaterra deve nos próximos dias passar a ser propriedade do Fundo de Investimento Público da Árabia Saudita, ou seja, da própria Arábia Saudita e do príncipe Mohammed bin Salman. A gigantesca injeção financeira no Newcastle, que com o negócio confirmado se vai tornar um dos clubes mais valiosos do mundo, deu origem às imagens de Mbappé, Griezmann e Bale vestidos de preto e branco e deixou os adeptos a sonhar com a chegada de Cavani, Neymar e Philippe Coutinho.

Newcastle United v Burnley FC - Premier League

À data da interrupção, o Newcastle estava no 13.º lugar da Premier League, oito pontos acima da zona de despromoção. O paraguaio Miguel Almirón é um dos destaques da equipa

A perspetiva de futuro, na ótica dos adeptos, é simples e vantajosa: tal como o Manchester City e o PSG, um clube com pouca tradição de conquistas e há muito longe dos primeiros lugares e das competições europeias poderia, com a ajuda de muitos milhões, tornar-se um habitué na luta pelo título e na Liga dos Campeões. Mike Ashley, o atual dono do Newcastle, já aceitou os 300 milhões de libras oferecidos pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, a empresa Reuben Brothers e a empresária Amanda Staveley — a Arábia Saudita vai ficar com 80% do clube e os restantes intervenientes dividem os outros 20%. A aquisição, presa por dias, está nesta altura na sexta semana de análise por parte da Premier League. Uma análise demorada e minuciosa a um negócio que teve opositores desde a primeira hora.

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