A farmacêutica AstraZeneca assegurou esta quinta-feira os primeiros acordos para 400 milhões de vacinas contra a covid-19, apoiada por um investimento da agência de vacinas dos EUA. A empresa anglo-sueca anunciou que recebeu mais de mil milhões de dólares da Autoridade norte-americana de Pesquisa Avançada e Desenvolvimento Biomédico para o desenvolvimento, produção e distribuição da vacina, a partir do outono.

O investimento vai acelerar o desenvolvimento e a produção da vacina, disse o diretor executivo da AstraZeneca, Pascal Soriot. “Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para ter esta vacina rapidamente disponível”, acrescentou.

As empresas farmacêuticas, incluindo também a Moderna e a Sanofi, estão na corrida ao desenvolvimento e produção da vacina contra o novo coronavírus, cujos peritos dizem ser crucial para permitir aos países abrandar o confinamento e as restrições à vida pública.

Num comunicado quando da abertura dos mercados, a AstraZeneca afirmou que está agora a assegurada a capacidade de produção para mil milhões de doses e espera conseguir novos acordos para expandir a capacidade ao longo dos próximos meses, no sentido de “garantir a distribuição global da vacina”.

A empresa finalizou também o acordo de licença com a Universidade de Oxford para a vacina, conhecida como AZD1222. A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Jenner da Universidade de Oxford, em colaboração com o Grupo de Vacina de Oxford.

Um quarto dos americanos pouco interessados na vacina por desconfiarem da sua segurança

Um quarto dos americanos tem pouco ou nenhum interesse em tomar uma vacina contra o coronavírus, revela uma sondagem feita pela Reuters e a Ipsos. Uma das reservas à vacina resulta do receio de que a pressa com que está a ser desenvolvido o processo possa pôr em causa a segurança e a saúde dos candidatos.

Apesar de os especialistas defenderem que será necessária uma vacina para prevenir surtos futuros e permitir o regresso à normalidade, o inquérito indica um problema potencial de confiança no discurso da administração Trump que tem vindo a ser atacada sobre a forma errática como tem gerido a resposta à pandemia, em termos de saúde pública.

Cerca de 36% dos inquiridos afirmaram que estariam menos dispostos a tomar a vacina se o presidente Donald Trump afirmasse que era segura. Só 14% disse o contrário. Menos de dois terços dos que responderam afirmaram estar muito ou alto interessados em usar a vacina, um número que os peritos em saúde pública esperavam que fosse mais elevado, dado o elevado nível de consciência dos americanos sobre o Covid-19.

O país tem o maior número de infetados e de mortos, quase cem mil, provocados pela pandemia. 14% dos inquiridos afirmaram mesmo que não estariam nada interessados em tomar a vacina, enquanto 10% mostraram pouco interesse e 11% revelaram incerteza sobre essa decisão.

A sondagem foi feita junto de 4.428 adultos entre 13 de 19 de maio que afirmaram que seriam muito influenciados pelas orientações da FDA (autoridade de segurança alimentar e do medicamento americana) ou por estudos científicos feitos em larga escala que mostrassem que a vacina era segura.