Desde o início do ano, as ações da empresa norte-americana Zoom, que conheceu uma grande popularidade desde o início do pandemia do novo coronavírus, aumentaram 158% e 130% desde que os Estados Unidos da América declararam emergência de saúde pública, a 31 de janeiro. Segundo o Jornal de Negócios desta sexta-feira, em abril, estavam registados na plataforma mais de 300 milhões de utilizadores, um número que é muito superior ao de finais do ano passado, quando eram dez milhões.

O crescimento da Zoom, uma plataforma que permite fazer videochamadas com até 100 pessoas em simultâneo, o que a distingue de outros do mesmo género, como o Skype, tem sido acompanhado pela queda das principais empresas de aviação, muito prejudicadas pela situação pandémica. United Airlines, American Airlines, Southwest Airlines, Delta Air Lines, Air France-KLm, Lufthansa e IAG (que detém a British Airways e a Iberia) valem atualmente 53 mil milhões de dólares (48,5 mil milhões de euros), um valor alcançado depois de terem recuperado algum terreno na semana passada graças às ajudas estatais.

A situação era ainda pior antes deste auxílio, refere o Jornal de Negócios, que aponta que, anteriormente, as sete maiores companhias aéreas chegaram a valer menos do que a Zoom, avaliada em 50 mil milhões de dólares (46 mil milhões de euros).

Senado dos Estados Unidos diz para não se usar o Zoom

A popularidade da Zoom, muito usada como ferramenta de teletrabalho, não em sido isenta a polémicas. No início do mês de abril, surgiram notícias de que o serviço de videochamadas tinha problemas de privacidade e que várias empresas, como a SpaceX de Elon Musk e a Google, e instituições governamentais a tinham proibido. Estas foram acompanhadas, dias depois, de uma recomendação do Senado dos Estados Unidos, que aconselhou os senados a não usarem a plataforma.