O alemão suspeito do desaparecimento de Maddie no Algarve, preso na Alemanha, está mais próximo de saber se poderá sair em liberdade condicional. É que esta quinta-feira foi comunicada a decisão do Tribunal Federal alemão sobre qual o tribunal que deve decidir sobre este seu pedido.

Christian Brueckner, que viveu no Algarve e que para a justiça alemã é agora suspeito de ter matado Maddie, foi condenado a 6 de outubro de 2011 pelo tribunal de Niebüll a uma pena suspensa de um ano e nove meses por tráfico de droga. No entanto, a 23 de julho de 2019, Brueckner acabaria novamente preso no âmbito de um mandado de detenção europeu, por causa de um outro processo de pornografia infantil e exploração de menores.

Maddie. Tribunal Federal alemão vai decidir quem responde ao pedido de liberdade condicional de Brueckner

Os juízes de Kiel dizem, por isso, que agora a decisão da liberdade condicional deverá ser do Tribunal de  Braunschweig, onde ele acabou condenado em dezembro de 2019, com uma pena total (dos dois processos) fixada em sete anos de prisão. Já os juízes de Braunschweig, por outro lado, entendem que se limitaram a fazer o cúmulo jurídico e que nada mais têm que decidir.

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Segundo um comunicado daquele tribunal superior, no entanto, deverá ser o tribunal de Braunschweig a decidir se o homem que está agora a ser investigado pelo desaparecimento de Maddie deverá sair agora em liberdade, depois de a 7 de junho último ter cumprido 2/3 do total da pena de prisão aplicada. Caso decida que não, Brueckner terá que ficar na cadeia até 7 de janeiro de 2021.

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Paralelamente, a defesa de Brueckner tem ainda esperança no Tribunal de Justiça da União Europeia, que em início de agosto deverá pronunciar-se sobre a legalidade do mandado de detenção europeu emitido em nome de Brueckner. É que, segundo os advogados do recluso, este mandado foi feito para detê-lo no âmbito de um processo, mas acabou por ser usado noutro. Caso o tribunal europeu considere que a defesa tem razão, Brueckner poderá ter que ser imediatamente libertado.

Foi precisamente uma semana antes de 7 de junho, altura em que poderia ser ponderada uma libertação, todavia, que as autoridades policiais decidiram divulgar as suspeitas que também recaem sobre ele, naquele que será o seu próximo processo: o alegado rapto e homicídio da criança britânica desaparecida em 2007 do Algarve, Madeleine McCann. Uma investigação que em Portugal está a ser feita no inquérito então aberto na altura do desaparecimento — e que no último ano voltou a levar inspetores da PJ ao terreno.