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Sentado perante o Tribunal de Braunschweig, na Alemanha, Christian Brueckner ia folheando uns documentos enquanto disparava repetidamente nomes de ex-namoradas. Insistia para que os juízes as ouvissem como testemunhas, para que lhes pudessem garantir como a sua vida sexual foi sempre normal. Queria, assim, ter provas suficientes para mostrar que, por essas razões, não podia sido ele a violar uma mulher de 72 anos, em setembro de 2005, na Praia da Luz, no Algarve. Eloquente e concentrado, o alemão de 43 anos passou parte do julgamento a interromper as testemunhas que ali foram responder às perguntas dos juízes para chamar-lhes mentirosas, como relata o jornal local Braunschweiger Zeitung. Raramente ficou em silêncio e, mesmo depois de ouvir a sentença de sete anos de prisão pela violação, respondeu: “Se eu o tivesse feito, teria apanhado 10 anos”.

É por este crime que o alemão agora suspeito de raptar e matar Madeleine McCann se encontra a cumprir pena. Foi condenado a 16 de dezembro de 2019 — quase 15 anos depois da data de um crime que aconteceu em Portugal, prescreveu e acabou julgado na Alemanha. Mas a vida ligada ao crime começou muito antes, tinha apenas 17 anos e o sonho, que partilhava com a namorada de então, de deixar a Alemanha e emigrar. Acabou por escolher Lagos, em Portugal. “Nós não sabíamos nada sobre Portugal. Fomos para Lagos porque gostamos muito do nome“, contou durante o julgamento mais recente.

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