O bispo de Vila Real apresentou esta terça-feira o plano pastoral para o ano 2020/21 que tem como “linha de fundo” uma “atenção especial” para os mais frágeis e um reforço das redes solidárias por causa da pandemia.

É importante que as comunidades se dinamizem para não deixar ninguém só ou ficar para trás”, afirmou António Augusto Azevedo.

Durante a apresentação do plano pastoral da Diocese de Vila Real para este ano marcado pela pandemia de Covid-19, o bispo apontou como “linha de fundo” uma “especial atenção relativamente às pessoas mais frágeis” e um “cuidado maior em reforçar as redes solidárias”.

Vai ser preciso uma maior solidariedade para os pobres, idosos, os que vivem sós, os desempregados, as famílias em dificuldades”, salientou.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

António Augusto Azevedo enalteceu as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), como os lares ou a Cáritas, considerando que têm feito um “heroico trabalho” que este ano vai ser preciso “valorizar e apoiar”.

Isso que já deve ser uma atitude permanente, agora tem de ser reforçada. Reforçada na atenção de cada um, reforçada através das comunidades que tomam iniciativas para o fazer, para se operacionalizar, quer também da parte das instituições, que também precisam de apoios”, referiu.

De acordo com o responsável católico, “há já sinais notórios de algumas pessoas desempregadas que pedem apoios”, tendo-se verificado um “aumento” dos pedidos de apoio em termos de “reforço alimentar”, mas também de “apoios monetários para questões de ordem médica ou despesas correntes das famílias”.

Relativamente ao plano, o bispo explicou que se trata de um “documento de orientação” para que todos aqueles que trabalham no âmbito da Diocese de Vila Real (paróquias, instituições, comunidades) “tenham a consciência que são a mesma igreja”.

Haver um plano significa que há linhas orientadoras que todos assumem e que tentam integrar na sua vida normal”, explicou.

O plano pastoral da diocese “é um instrumento fundamental para dinamizar a vida das comunidades” e é uma “referência comum para todas as paróquias, comunidades e instituições que formam a diocese e participam da mesma e única missão”.

Trata-se, explicou, de um documento “realista”, bem como “simples, aberto e flexível” e que está adequado ao contexto de pandemia que obrigou à implementação de restrições e limitações.

O responsável desatacou o papel dos “meios telemáticos” durante a fase de confinamento, que aproximou a igreja das comunidades através das transmissões via ‘online’, rádio ou televisão, e, apesar de privilegiar a “presença física” disse que os meios digitais vão continuar a ser valorizados, principalmente na ligação às novas gerações.

Este é também um ano preparatório do centenário da Diocese de Vila Real, criada pelo Papa Pio XI através da bula “Apostolica Praedecessorum Nostrarum sollicitudo”, datada de 20 de abril de 1922.

Para o efeito foi criada uma comissão que está a preparar o programa comemorativo para o próximo triénio, que tem como lema “Crescer com raízes” e que vai incluir um conjunto de eventos religiosos, culturais e sociais e pretende homenagear “grandes figuras” da igreja local.

É uma etapa importante que deve ser celebrada porque nos pode ajudar a cimentar mais o espírito de diocese. Marcar etapas tem a ver com crescimento, daí o lema ‘Crescer com Raízes’. Queremos crescer para o futuro sem perder as raízes”, afirmou António Augusto Azevedo.

Com 100 anos, o bispo espera que a diocese continue a crescer “em vivência cristã”.