Alain Favey é o director de Vendas e Marketing da Skoda e, numa entrevista à Autocar, anunciou que o fabricante checo iria terminar de imediato com a produção do Citigo, o modelo mais pequeno e barato da marca. Aliás, segundo ele, há mercados europeus onde o pequeno modelo já foi retirado da gama há meses.

Mas se esta é a realidade do Citigo, que de acordo com Favey não verá as versões com motor de combustão serem substituídas, tudo indica que o futuro da versão eléctrica a bateria, o Citigo-e iV, não ultrapassará o final de 2020. Favey dá como exemplo as 400 unidades do eléctrico alocadas ao mercado britânico que, segundo ele, serão entregues na totalidade até Dezembro, nada estando previsto a partir daí.

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Ainda em relação ao Citigo-e iV, o responsável da Skoda admitiu que se o mini eléctrico morre aqui, poderá ressurgir caso a VW sempre avance para uma versão mais curta da plataforma MEB, para produzir um ID.1, com as restantes marcas do grupo a aproveitar a boleia para voltar a propor um modelo eléctrico com 3,6 metros, 0.6 metros mais curto do que o ID.3.

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Além das novidades referentes ao Citigo e ao Citigo-e iV, o fabricante checo abriu ainda o jogo em relação ao Enyaq, o primeiro eléctrico da marca concebido sobre a MEB e com as mesmas dimensões do VW ID.4. Favey confessou que a Skoda vai acompanhar com atenção a evolução do mercado dos eléctricos e complementará a gama, limitada agora ao Enyaq, com novos modelos a bateria, caso se justifique.

O director de Vendas e Marketing realçou ainda a diferença que existe entre os veículos tradicionais com motores a combustão e os modelos eléctricos. Ao que diz, existindo uma base disponível como a MEB, os eléctricos são muito mais rápidos de conceber e de avançar para a produção do que acontecia antes, com os veículos com motor a gasolina ou a gasóleo.

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Em Portugal, o Citigo com motor de combustão deixou de estar à venda desde o fim de 2019, enquanto a versão eléctrica, o Citigo-e iV, nunca chegou a ser vendida a condutores nacionais, uma vez que apenas estavam disponíveis menos de 20 unidades para o nosso país. Segundo alguns especialistas, o modelo seria demasiado caro de fabricar (mesmo na República Checa), tornando-o deficitário face ao preço a que tinha de ser vendido.