O Skoda 110 R surgiu há mais 55 anos como um coupé acessível e, se as formas que não eram apaixonantes, isso não o impediu de cativar os amantes da competição, uma vez que o pequeno e leve coupé conseguia impressionar pelo andamento, mesmo com motores pequenos e pouco potentes. O 110 R originou versões com mais cilindrada e potência, do 130 RS ao 200 RS, com o primeiro a ser o mais conhecido pelos sucessos que granjeou nos ralis e nas provas de velocidade em circuito. No momento em que a Skoda celebra 150 anos de existência, a marca checa do Grupo VW imagina como poderá ser um 110 R no futuro e eléctrico, com uma estética ousada.

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O “pai” do novo concept digital é Richard Svec, o designer da Skoda que afirma ter-se inspirado na história do 110 R. Ao contrário deste, que montava atrás do habitáculo o motor de quatro cilindros e 1107 cc, com 62 cv – a versão 130 RS elevou o motor para 1300 cc e a potência para 113 cv (em ralis) ou 142 cv (em circuito) -, o novo protótipo recorrerá a bateria e a motores eléctricos, sem que a marca tenha especificado quantos motores e qual a potência que antecipa para um coupé deste tipo.

Depois de formado, Svec estagiou na Italdesign antes de engrossar as fileiras da Skoda, em 2023. Para imaginar o 110 R do futuro, o designer optou por não seguir a estratégia “retro” de outros construtores, talvez por considerar que a estética do coupé de 1970 não era uma boa base de trabalho, o que o levou a optar por umas linhas mais futuristas, com elementos que envolvem a frente e a traseira de forma pouco usual, mas que lhe confere personalidade.

Resta saber até que ponto a Skoda avançou com a divulgação deste coupé digital apenas para testar a aceitação dos potenciais clientes, ou se está decidida a completar a gama com um modelo capaz de impressionar os clientes mais jovens ou em busca de emoções.