A Media Capital comunicou esta quinta-feira que a suspensão da assembleia-geral de quarta-feira “foi aprovada por maioria de 99,94% dos votos presentes”, com a retoma dos trabalhos prevista para 24 de novembro.

Numa retificação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dona da TVI refere que a assembleia-geral de 28 de outubro “foi aprovada por maioria de 99,94% dos votos presentes a suspensão da sessão” da reunião magna “antes da discussão relativamente aos pontos da ordem de trabalhos constantes da respetiva convocatória”.

No comunicado anterior, a Media Capital não tinha referido a percentagem de votos.

Nesta reunião, foi “deliberada a retoma dos trabalhos para o próximo dia 24 de novembro“, acrescenta, apontando que a informação relativamente “à continuação dos trabalhos será objeto de publicação autónoma por parte da sociedade”.

A reunião magna tinha dois pontos na ordem de trabalhos: um sobre alterações dos estatutos da sociedade e outro para a designação dos órgãos sociais para o mandato 2020-2022.

Na quarta-feira, a CMVM anunciou a prorrogação por mais oito dias úteis do prazo para que a Pluris, do empresário Mário Ferreira, e a Vertix (através da qual a Prisa tem uma posição na dona da TVI) se pronunciem sobre o projeto de decisão do regulador sobre concertação na Media Capital.

Em 9 de outubro, a CMVM considerou que havia concertação entre a Pluris Investments e a Prisa na Media Capital, tendo na altura o empresário Mário Ferreira 10 dias úteis para responder ao projeto de decisão.

Entretanto, “a Pluris solicitou a prorrogação do prazo de audiência prévia por mais 10 dias úteis, em acréscimo aos 10 dias úteis inicialmente concedidos pela CMVM”, refere o regulador.

Em resposta ao requerimento, “a CMVM decidiu prorrogar por mais oito dias úteis o prazo para que ambos os interessados (a Pluris e a Vertix, SGPS, S.A.) se pronunciem em sede de audiência prévia a respeito do referido projeto de decisão”.

Mário Ferreira comprou em maio 30,22% da Media Capital, através da Pluris Investments, por 10,5 milhões de euros.

Caso a CMVM mantenha a decisão, o empresário, que é dono da Douro Azul, terá de lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre as posições minoritárias e a Cofina poderá revogar a sua oferta.