Angola não desiste de tentar ser ressarcida dos alegados prejuízos provocados por Isabel dos Santos aos cofres públicos daquele país africano. E promoveu mesmo o alargamento das contas bancárias e dos bens móveis e imóveis que a filha de José Eduardo dos Santos detém em Portugal até a um valor de cinco mil milhões de euros — quase quintuplicando o anterior valor que já tinha decretado pelo juiz Carlos Alexandre, tal como o Observador noticiou em março em primeira mão.

Ao que o Observador apurou, a promoção apresentada pelo Tribunal Supremo de Angola, o órgão do poder judicial angolano que está a solicitar a cooperação judicial a Portugal, visava igualmente o arresto de vários imóveis localizados em Londres que são propriedade de diversas sociedades de Isabel dos Santos que estão sediadas em Malta e no Dubai. O juiz Carlos Alexandre terá recusado esta quinta-feira incluir tais bens imóveis no arresto mas aceitou alargar o objeto da medida preventiva patrimonial até perfazer a quantia de cinco mil milhões de euros — o novo valor máximo dos bens que podem ser arrestados.

Ao Observador, a defesa de Isabel dos Santos diz que não foi notificada deste novo arresto, logo não faz declarações. “Até ao momento, não fui legalmente notificado do arresto, o que já foi reconhecido pelo MP e pelo juiz de instrução. Continuamos a aguardar o cumprimento da ordem do sr. juiz de instrução criminal”, afirmou o advogado Paulo Saragoça da Matta.

Arrestados produtos das vendas do Eurobic e da Zon e indemnização da Efacec

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