André Ventura escreveu na tarde desta quarta-feira, na sua conta pessoal do Twitter, que a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira “na Guiné é que estava bem”. Estas afirmações surgem após Joacine ter criticado o valor da multa que poderá ser aplicada ao líder do Chega por discriminação de cidadãos de etnia cigana, comparando o montante, cerca de 440 euros, ao preço de um “amendoim”.

“É aquilo que eu sempre disse. Na Guiné é que estava bem!”, reagiu o candidato presidencial André Ventura, a quem poderá ser aplicada uma multa por “discriminação por assédio” à comunidade cigana. A denúncia foi apresentada pelo Alto Comissariado para as Migrações, que acusa Ventura de ter uma conduta “discriminatória e hostil” e um discurso “ofensivo”.

A ex-deputada do Livre criticou o valor da multa que André Ventura se arrisca a pagar: “438,81 euros nem sequer é metade do custo de um outdoor que o Chega tem aos montes espalhados pelo país. 438,81 euros, o preço da multa, é o preço de um amendoim para André Ventura, que cospe sobre uma comunidade inteira há anos e sai impune”.

Joacine critica valor da multa aplicada ao “agressor” André Ventura por discriminar ciganos. É o preço “de um amendoim” 

A deputada diz ainda que o líder do Chega “é um agressor e não pode sair impune dos seus atos e comentários racistas e xenófobos, para mais enquanto representante eleito”.

Nascida na Guiné-Bissau, Joacine Katar Moreira veio para a Portugal com oito anos e tem dupla nacionalidade — é luso-guineense.