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O Ministério Público está a investigar dois cursos dos Comandos, anteriores àquele em que morreram dois recrutas em 2016, e já foram constituídos arguidos cinco instrutores.

De acordo com o Público, que avança com a notícia esta terça-feira, os cursos em causa, o 123 e o 125, ocorreram em abril de 2014 e outubro de 2015. A maioria dos 18 recrutas dos cursos estava em estado grave quando foi levada para o hospital, sendo que um deles nunca chegou a recuperar das lesões de que foi alvo.

O Ministério Público ordenou a abertura destes dois inquéritos em 2017 por suspeitas de crimes de abuso de autoridade por ofensas à integridade física, após os testemunhos de antigos recrutas durante a fase de inquérito do processo relativo ao curso 127, em que morreram Hugo Abreu e Dylan da Silva em 2016. O Exército já tinha investigado o que se tinha passado nos cursos 123 e 125, mas decidiu arquivar a investigação interna “sem qualquer procedimento disciplinar”, lê-se no Público.

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Os instrutores foram constituídos arguidos entre fevereiro e setembro de 2020 e estão com termo de identidade e residência à espera da decisão da procuradora da República, que pode decidir avançar com uma acusação ou arquivar os inquéritos. Dois dos instrutores já estão a ser julgados no âmbito do curso 127.

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