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May Parsons e Margaret Keenan eram nomes desconhecidos até esta terça-feira — mais do que William Shakespeare, outro nome (muito mais conhecido) que ganhou um novo significado neste dia. Margaret e May não são decisoras políticas, gestoras conhecida, figuras públicas (vulgo, socialites), desportistas, artistas. Se os nomes não lhe dizem nada, nada tema: não é desconhecimento, é mesmo porque até esta terça-feira ninguém fazia ideia de quem eram Margaret Keenan e May Parsons (ou este novo Shakespeare).

De um dia para o outro, Margaret tornou-se uma espécie de celebridade, mais até do que May Parson. Mas ambos passaram a ser nomes que ficarão para a história. Para tal, só tiveram de fazer uma coisa: deslocarem-se a um hospital, destapar o braço no caso de uma e pegar na seringa no caso da outra e serem as primeiras pessoas do mundo a receberem e a administrarem uma primeira dose da vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech, de proteção contra o vírus SARS-CoV-2 — a nova estirpe de coronavírus que pode causar a doença Covid-19 e que se alastrou pelo mundo, abalando-o com uma pandemia que já resultou em mais de 68 milhões de infetados e em mais de um milhão e meio de mortes.

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