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Mário Centeno voltou ao Parlamento (em modo digital e à distância) na primeira audição como governador do Banco de Portugal e deixou vários comentários – até elogios – ao tempo em que foi ministro das Finanças. No que diz respeito ao Novo Banco, a posição do governador alinha com a do ministro: sobre os polémicos bónus atribuídos (mas ainda não pagos) aos gestores do Novo Banco pelo desempenho em 2019, ano em que a instituição teve prejuízos de 1.059 milhões de euros e que levou a um pedido ao Fundo de Resolução de uma injeção de 1.037 milhões de euros, Centeno atirou: “Não vemos como adequada esta prática em 2020″.

Mário Centeno começou por justificar no geral a atribuição de prémios de gestão por parte de empresas que vivem do capital que os acionistas colocam. “Queremos que nos bancos estejam gestores com remunerações compatíveis com as responsabilidades do seu desempenho. Não escondo que pode haver situações que, mesmo um resultado negativo, tenha associado um desempenho de excelência”. Mas em particular e no que toca ao Novo Banco, o governador mantém a posição assumida quando era ministro e deixou um aviso aos acionistas da instituição bancária.

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