A companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou esta terça-feira, o fim da operação que ligava Maputo e Lisboa devido à pandemia do novo coronavírus.

“O voo manteve-se até a data, conforme o programado, mas não foi estendido, devido à situação da pandemia da Covid-19 na Europa e noutros países do mundo”, refere uma nota da LAM.

A operação, que era feita em parceria com a empresa portuguesa Hi Fly, foi reintroduzida em julho e tinha um prazo de seis meses, estando previsto que terminasse oficialmente no dia 15 de janeiro.

“[A operação] foi realizada com sucesso”, frisa o comunicado da companhia.

Um voo semanal, que estava a ser efetuado através de uma aeronave Airbus A330-300, partia às terças-feiras de Lisboa para Maputo, às 20:00 (hora local na partida) e outro às quartas-feiras, de Maputo para Lisboa, às 23h55 (hora local na partida).

O voo representava o regresso da companhia de bandeira moçambicana ao espaço europeu, após quase 10 anos, e era descrito como um percurso sustentável, colocando a LAM numa ‘nova rede’.

“Olhamos a inteligência de tráfego e notamos que, de longe, esta é a rota que tem mais passageiros. Não só entre Lisboa e Maputo, como também de Maputo para Lisboa e depois para a Europa ocidental”, afirmou, na altura do anúncio da operação, João Carlos Pó Jorge, diretor geral da companhia.

Moçambique conta com um total de 22.334 caso de infeção pelo novo coronavírus, 197 óbitos e 17.623 (78%) pessoas totalmente recuperadas, segundo a última atualização.

Em Portugal, morreram 7.925 pessoas dos 489.293 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.934.693 mortos resultantes de mais de 90,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.