Um processo eleitoral que dura três dias não é habitual, mas é assim que estão a decorrer as eleições para escolher o novo governo dos Países Baixos, que começaram esta segunda-feira e terminam na quarta. A pandemia foi a justificação: “Queremos que os eleitores e os membros das assembleias de voto se sintam seguros”, defendeu a ministra do interior ainda em funções, Kajsa Ollongren, em entrevista ao canal público NOS.

São umas eleições antecipadas no meio de uma crise sanitária que tem estado na origem da contestação ao governo por todo o país e depois de um escândalo relacionado com apoios sociais, tornado público em janeiro. Mas apesar da agitação social e da “mancha colossal” do anterior governo, Mark Rutte, em funções desde 2010 e líder do VVD (sigla holandesa para Partido Popular para a Liberdade e a Democracia), deverá conseguir não só manter como aumentar o número de deputados. E a sua popularidade até cresceu. Qual é o segredo do primeiro-ministro que, se conseguir formar uma nova coligação, será o que mais anos esteve à frente do país?

A resposta à pandemia

Contrariamente a Portugal, a terceira vaga da pandemia atingiu os Países Baixos logo em meados de dezembro, com o país perto dos 12 mil casos diários, o que levou à manutenção das medidas restritivas durante o período natalício. Durante o mês de janeiro chegou a haver uma diminuição no número de infeções, mas o governo holandês — por precaução e devido às novas variantes –, decidiu endurecer as medidas de resposta à pandemia.

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