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Quatro homens foram enforcados pela violação de uma mulher de 20 anos no nordeste da República Islâmica do Irão, na região de Khorasan. O grupo é conhecido como as “hienas de Fariman” pelos contornos macabros do crime cometido em outubro passado e devido ao nome do condado onde atuaram.

Os quatro homens, segundo o El Mundo, sequestraram um casal de montanhistas com recurso a arma branca e desferiram golpes no marido para o manietar. Depois de o imobilizarem, abusaram sexualmente da mulher e obrigaram-no a ver. Após o crime, abandonaram os dois num monte e fugiram do local. 

O homem e a mulher dirigiam-se ao monte Dal, um conhecido local entre os iranianos para a prática da escalada, quando foram atacados pelo grupo. As “hienas de Fariman” já teriam tentado assaltar a mulher no dia anterior ao crime mas a tentativa tinha sido malograda.

Através de uma denúncia feita à polícia local pelo casal após o ataque, as autoridades iranianas conseguiram intercetar o paradeiro do grupo. A polícia procedeu à detenção dos quatro suspeitos e apresentou-os a tribunal para serem julgados. Foram considerados culpados e condenados à morte por enforcamento.

De acordo com o artigo 82º do código penal iraniano, apelidado de Código Penal Islâmico devido à sharia ou lei religiosa, a violação é punida com a pena de morte. O Irão é, de acordo com a Amnistia Internacional, citada pela Reuters, o país com o maior número de execuções no mundo a seguir à China. Em 2019, pelo menos 250 pessoas foram executadas, 12 delas por violação.

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