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O MEL — Movimento Europa e Liberdade, de Jorge Marrão, volta a organizar a 25 e 26 de maio, no Centro de Congressos de Lisboa, os estados-gerais da direita. Rui Rio marcará presença pela primeira vez no evento naquela que será a terceira edição do congresso.

Na primeira edição, em 2019, Rui Rio declinou o convite por entender que muitos dos oradores convidados — Luís Montenegro, Luís Marques Mendes ou Pedro Duarte, por exemplo — eram protagonistas de uma estratégia de “desestabilização interna” do PSD.

Em 2020, Rio foi novamente convidado pelo MEL mas alegou indisponibilidade de agenda. Paulo Mota Pinto, presidente da Mesa do Congresso do PSD, foi escolhido pela direção social-democrata para representar o partido.

Organizado pelos gestores Jorge Marrão e Paulo Carmona, a terceira edição MEL vai juntar Rio aos outros três líderes da família não socialista: Francisco Rodrigues dos Santos (CDS), André Ventura (Chega) e João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal).

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Além destes, marcarão presença Paulo Portas, Jaime Nogueira Pinto, José Miguel Júdice, Fátima Bonifácio, Joaquim Miranda Sarmento, Miguel Pinto Luz, Miguel Poiares Maduro, Miguel Morgado, estes quatro do PSD, Cecília Meireles, do CDS, Maria Castello Branco, da Iniciativa Liberal, Paulo Sande, que foi candidato pela Aliança às europeias de 2019, e personalidades do PS como Sérgio Sousa Pinto, Álvaro Beleza e Óscar Gaspar.

Em declarações ao Observador, Jorge Marrão assume a “especial importância” deste congresso, que acontece num momento em que o país precisa de “refletir” sobre um futuro que se espera que traga uma “reconfiguração da economia e da sociedade”.

“Todos os atores políticos estão consciente de que este é um momento especial, que obriga a soluções alternativas, novas e criativas para enfrentar uma batalha que é geracional”, sinaliza.

Insistindo que o MEL não tem qualquer objetivo partidário e que se trata apenas de um movimento cívico e independente, Marrão reconhece que quer “influenciar” e “ser relevante” na discussão pública e política, ajudando ao diálogo entre os vários partidos e entre as diferentes sensibilidades que existem nos partidos. “Um diálogo sem limitações e sem condicionamentos”, remata.