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As vacinas contra a Covid-19 atualmente no mercado são eficazes a proteger da doença causada pelas principais variantes de preocupação, ainda que a eficácia varie consoante a variante, concluiu uma equipa da Universidade da Flórida. Em média, a eficácia das vacinas é de 86% para a variante britânica (B.1.1.7), de 61% para a variante de Manaus (P.1 ou B.1.1.28) e 56% para a variante sul-africana (B.1.351).

A equipa do departamento de Bioestatística analisou os dados já existentes sobre as vacinas e verificou que, em média, são eficazes a proteger da doença em 85% das situações e da infeção em 84%, mas quase totalmente eficazes a proteger da doença grave, internamentos e morte. Os investigadores acrescentam que, em média, as vacinas evitam a transmissão em 54%.

As vacinas incluídas no estudo foram as da Pfizer/BioNTech, Moderna, Johnson & Johnson, AstraZeneca, Sputnik V, Novavax, Sinovac, e Sinopharm. Os autores analisaram os dados existentes, tanto nos artigos científicos e ensaios clínicos, como os que foram divulgados em comunicados de imprensa.

Considerando que os estudos têm diferentes origens e diferentes graus de qualidade e confiança, os autores optaram por não realizar uma meta análise (que obrigaria à exclusão de alguns destes dados), mas esperam que as estimativas sejam úteis na construção de modelos matemáticos, que façam a previsão do impacto da vacinação, e nas tomadas de decisão políticas.

Estudo. AstraZeneca e Pfizer eficazes contra variante britânica

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Na semana passada, um estudo do serviço nacional de saúde inglês (PHE) concluiu que as vacinas da Pfizer e AstraZeneca eram eficazes contra a variante indiana, noticiou o jornal The Guardian.