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O ex-polícia Wayne Couzens declarou-se culpado em tribunal de ter raptado e violado a britânica Sarah Everard, avança a Sky News. Sarah tinha 33 anos e na noite de 3 de março, por volta das 21h, saiu de casa de um amigo, em Clapham, no sul de Londres. Até sua casa, onde devia ter regressado, esperava-a um percurso de cerca de 50 minutos a pé. Nunca chegou a entrar.

Agora, o antigo agente da Metropolitan Police, que compareceu via videoconferência a partir da prisão de Belmarsh, admite também ser responsável pelo assassinato de Everard, muito embora não lhe tenha sido pedido para se declarar culpado do homicídio, uma vez que se aguardam relatórios médicos na audiência marcada para 9 de julho. Na semana passada, a polícia revelou que a causa da morte de Everard foi “compressão do pescoço”.

Corpo de Sarah Everard encontrado numa floresta. Polícia investiga túneis militares na região

O desaparecimento da mulher de 33 anos desencadeou não só uma grande investigação por parte das autoridades — com o corpo a ser encontrado numa floresta em Kent uma semana depois —, como chocou profundamente a sociedade britânica que chegou a fazer vigílias em tempos de confinamento. Os membros da família da vítima compareceram esta terça-feira em tribunal e assistiram aos desenvolvimentos mais recentes.

Wayne Couzens, casado e com dois filhos, tido como “um pai de família exemplar”, foi desde cedo considerado um suspeito. Para chegar até ele foram fundamentais as imagens das câmaras de vigilância de um autocarro londrino que fazia o mesmo trajeto que Sarah. A especialista em marketing tinha estado em casa de um amigo nas proximidades de Clapham e voltava a casa em Brixton. Nunca chegou e o telefone ficou desligado depois de ter terminado uma chamada com o marido enquanto caminhava até casa. A mulher de 33 anos usava um casaco verde, um gorro e umas calças pretas e brancas no momento em que desapareceu.