O diretor-geral da saúde britânico disse que só dentro de cinco anos haverá vacinas polivalentes capazes de protegerem contra novas variantes do SARS-CoV-2. No entanto, até que elas surjam no mercado, as autoridades de saúde devem preparar-se para um inverno desafiante e para reforçar a vacinação da população nos próximos “dois ou três anos”.

Chris Whitty participava numa conferência do Serviço Nacional de Saúde britânico. Questionado sobre o que reserva o futuro, o epidemiologista afirmou que está à espera de uma vaga de Covid-19 no inverno — uma época do ano especialmente favorável para os vírus que atacam o sistema respiratório. O SARS-CoV-2 “ainda não parou de nos surpreender e vai haver várias outras variantes nos próximos tempos”.

A variante delta é especialmente preocupante para Whitty, por ser “significativamente mais transmissível” que a variante alfa. Mas embora lhe aponte o dedo como a causadora dessa expectável nova onda de inverno, o especialista também afirma que a dimensão da vaga “é incerta”: “Depende em parte de termos ou não novas variantes capazes de contornar melhor as vacinas; e em parte de como vai passar a atual vaga no Reino Unido”.

Por lá, a variante delta (detetada originalmente na Índia) já é responsável por 90% dos novos casos detetados pelas autoridades de saúde. A nova linhagem do coronavírus parece ser mais transmissível que a variante alfa (registada pela primeira vez em Inglaterra) e ter uma maior capacidade de escapar à resposta imunitária induzida pelas vacinas, o que se pode repercutir num maior risco de internamento após a infeção.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR