“Vamos ganhar o Porto, é hora da renovação.” Soa o hino de campanha de Vladimiro Feliz nas colunas do autocarro laranja, estacionado mesmo em frente ao um cartaz de Rui Moreira , capaz de o tapar quase por completo, na Praça Francisco Sá Carneiro, nas Antas. Os vendedores da Feira de Antiguidades e Velharias começam a arrumar lentamente as suas bancas, depois de mais um sábado de trabalho, mas não vão embora sem antes serem cumprimentados pelo candidato do PSD ao Porto.

Vladimiro Feliz chega ao local sem o blazer e a formalidade habituais, é de camisa azul com as mangas arregaçadas e sem máscara no rosto que entra no autocarro, que é também a sede da sua campanha, para se abastecer de jornais. Com uma resma considerável na mão, levanta o braço no ar e indica o caminho a fazer à sua comitiva. Boa tarde, posso deixar-lhe um jornal? Sou candidato à câmara municipal do Porto. Bom fim de semana.” Esta é a frase de arranque, cujo destino varia consoante o feedback de quem é abordado. Se uns o reconhecem dos cartazes e lhe desejam boa sorte, outros recusam a oferta e quase o ignoram, mas nem isso parece fazer o candidato desanimar.

– “Pela cor do seu lenço, já vi que posso ter sorte…”

– “Espero que seja muito feliz no domingo.”

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