Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Associações defensoras dos direitos humanos já reuniram mais de 64 mil assinaturas para livrar da pena de morte Nagaenthran K. Dharmalingam. Na plataforma change.org esperam chegar às 75.000 assinaturas numa “petição para que o Presidente [de Singapura] Halimah Yacob perdoe um homem com deficiência intelectual, que foi condenado à morte por um crime não violento”.

O primeiro-ministro malaio, Ismail Sabri Yaakob, escreveu ao homólogo de Singapura, Lee Hsien Loong, pedindo clemência e uma delegação da União Europeia em Singapura também pediu que a execução fosse cancelada, noticiou o jornal The Guardian.

Nagaenthran K. Dharmalingam, de origem malaia, está preso desde abril de 2009 e tem a execução marcada para dia 10 de novembro, esta quarta-feira. O homem foi detido quando tinha 21 anos por tentar fazer entrar em Singapura 42,72 gramas de heroína (diamorfina) presos numa coxa.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Nas duras leis de Singapura, importar mais de 15 gramas de diamorfina é o suficiente para ser condenado à morte, mas, desde 2014, que a pena pode ser suavizada no caso de uma pessoa ter deficiências.

“Durante a avaliação psiquiátrica forense, determinou-se que Nagaenthran tinha um QI de 69 — um nível internacionalmente reconhecido como uma deficiência intelectual —, funcionamento executivo deficiente e ADHD [na sigla em inglês para Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção]”, refere a plataforma de recolha de assinaturas.