O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, reuniu-se esta segunda-feira com António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), em Washington, para discutir a necessidade de mais esforços na gestão das migrações nas Américas.

Blinken começou por felicitar António Vitorino pelo 70.º aniversário da OIM, que se assinala em dezembro, e dar as boas-vindas às duas novas diretoras-gerais adjuntas da OIM, Amy Pope e Ugochi Daniels, também presentes no encontro, agradecendo depois à OIM “pelos esforços contínuos para fornecer assistência humanitária ao povo do Afeganistão”, revelou Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, em nota enviada à Lusa.

Os dois responsáveis discutiram também “a necessidade de esforços mais coordenados e coesos na gestão das migrações nas Américas, incluindo a abordagem das causas profundas das migrações irregulares“, acrescentou a mesma fonte.

Blinken destacou ainda o reforço da liderança dos EUA em questões humanitárias, sobretudo no que respeita ao reassentamento de refugiados, e o compromisso dos EUA em trabalhar com parceiros internacionais para enfrentar os desafios comuns das migrações, incluindo o impacto das alterações climáticas nas movimentações de pessoas.

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Momentos antes do encontro, António Vitorino manifestara a sua satisfação por estar presente na reunião e destacou o bom exemplo de cooperação entre a OIM e o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Dirigindo-se a Blinken, referiu o Departamento de Estado norte-americano, “mencionou a cooperação muito recente em termos da deslocalização de afegãos” através de operação conjunta, que considerou um “excelente exemplo de muito bom entendimento e cooperação entre o Departamento de Estado e o Governo dos EUA em geral e a OIM”.

António Vitorino lembrou, a propósito, não ser esta a única matéria de cooperação entre a OIM e o Governo norte-americano.

“Temos um grande número de questões em cima da mesa, em que partilhamos as preocupações sobre a situação humanitária no mundo, a necessidade de trazer paz e estabilidade, e de ser e fazer melhor na gestão das migrações, seja na América Central, em África, ou no Médio Oriente”, afirmou, acrescentando estar certo de que este “apoio de longa data continuará no futuro”.