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Os automóveis eléctricos, sempre silenciosos, estão obrigados a emitir um ruído para o exterior, quando circulam a baixa velocidade, que seja capaz de avisar os peões da sua aproximação. O volume e o tipo de som fica à vontade do freguês, neste caso do construtor, sendo curioso a opção de cada fabricante.

Para o novo Mercedes EQS, o topo de gama da Mercedes, que na essência é um Classe S 100% eléctrico, o construtor alemão optou por um som que apelidou Vivid Flux. O “roncar” surge suportado pelo sistema de alta-fidelidade da Burmester, que faz lembrar um episódio de Star Wars, um pouco inesperado para um veículo deste preço e status.

A Mercedes descreve o som como “cristalino, sintético e com calor humano”, apontando aos entusiastas dos veículos eléctricos. O construtor alemão avança ainda que o “roncar” é interactivo, dependendo de uma série de parâmetros, da posição do acelerador à aceleração, passando pela velocidade.

Caso o Vivid Flux não agrade, a marca germânica oferece ainda o Silver Waves, que anuncia como sendo “mais limpo e sensual”. Para quem ache todos estes sons menos emocionantes, o responsável pela sonoridade dos Mercedes, Thomas Küppers, garantiu que a marca está a pensar juntar à oferta um som digital de um motor V8 da AMG. O construtor admite que “os eléctricos possuem uma dinâmica de condução muito diferente dos modelos com motores de combustão, a começar pela ausência das passagens de caixa”, recorda Küppers.

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