A Rússia decidiu esta terça-feira iniciar o processo de “saída do Conselho da Europa”, acusando a NATO e a União Europeia de terem feito daquele organismo um instrumento ao serviço da “sua expansão político-militar e económica a Leste”.

“A notificação da retirada da Federação Russa da Organização” foi esta terça-feira enviada à secretária-geral do Conselho da Europa, Marija Pejcinovic Buric, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado.

Esta terça-feira, os representantes dos cinco grupos políticos da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa mostraram-se favoráveis ao parecer que será enviado ao Comité de Ministros a pedir a expulsão da Rússia, pelo facto de esta ter invadido a Ucrânia, um Estado independente e soberano, membro da organização.

O plenário extraordinário vai votar nesta tarde de terça-feira, depois de a 25 de fevereiro o Comité de Ministros, o órgão executivo do Conselho da Europa, ter decidido suspender a participação da Rússia, após a invasão da Ucrânia.

Se o Conselho da Europa adotar a expulsão, não será a primeira vez que o faz, já que, em 1969, a Assembleia do Conselho recomendou a expulsão da Grécia na sequência do golpe de Estado dos coronéis, mas o país saiu da organização antes de ser expulso.